Eu queria acreditar mais
Eu sou um incrédulo solitário
Apenas um navio no cais
Esperando o próximo naufrágio.
Aqueles que não provam o néctar
Doce e amargo da paixão,
Prostam se ao meu lado e choram
Como quem chora por um irmão.
São fantasmas, bandidos
Que me roubam qualquer esperança
Como os presentes proibidos
Que sempre quis quando criança.
Eu queria ter um sonho,
Que navegaria em todos os mares.
Agora, só aparecem tempestades
E eu permaneço no cais tristonho.
A morte, uma velha amiga
Estende novamento os braços,
Pois a minha vida, lentamente
Afunda como um barco...
Eu espero o naufrágio
De um sonho e nada mais
Apenas, um vago presságio
De futuros dias de paz.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
A Busca.
Longe se vai, sonhando demais, mas onde se chega assim ?
Interminável proucura,
Não sei o que quero encontrar
Mergulho entre corais e medusas.
Atiro meu peito ao mar.
Indomável desejo,
Vastas águas de cobre
Eu sinto,
Gosto doce, vida e morte.
Sábio lâmpejo,
Um raio de luz no coração,
O oceano inteiro
Ou pura imaginação?
Glorioso Deus,
Tu me fizeste do Pó da Terra
Mas é no peito de Hera,
Que achei sonhos meus.
Incansável poesia,
Me carrega maré!
Sou o que não é
Uma agonia.
Interminável proucura,
Não sei o que quero encontrar
Mergulho entre corais e medusas.
Atiro meu peito ao mar.
Indomável desejo,
Vastas águas de cobre
Eu sinto,
Gosto doce, vida e morte.
Sábio lâmpejo,
Um raio de luz no coração,
O oceano inteiro
Ou pura imaginação?
Glorioso Deus,
Tu me fizeste do Pó da Terra
Mas é no peito de Hera,
Que achei sonhos meus.
Incansável poesia,
Me carrega maré!
Sou o que não é
Uma agonia.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
A felicidade. (Parte final)
Aqui encerro a série de textos sobre a felicidade, todos em forma de poesia.
O último segredo para a felicidade é ter sempre uma boa lembrança..
Casa Velha
Essa casa velha
Não recebe uma alegria,
Tanto tempo, o tempo dormia
Debaixo daquele telhado.
Essa casa velha
Já a tanto desabitada
Sem crepúsculos ou alvorada
Ou mergulhos no lago.
Essa casa velha,
Cuja cerca branca amarelou
Está carente de amor
volta pra mim, volta.
Dedicado à todas as mulheres que um dia visitaram o coração do poeta que vos fala.
Que Deus esteja convosco.
O último segredo para a felicidade é ter sempre uma boa lembrança..
Casa Velha
Essa casa velha
Não recebe uma alegria,
Tanto tempo, o tempo dormia
Debaixo daquele telhado.
Essa casa velha
Já a tanto desabitada
Sem crepúsculos ou alvorada
Ou mergulhos no lago.
Essa casa velha,
Cuja cerca branca amarelou
Está carente de amor
volta pra mim, volta.
Dedicado à todas as mulheres que um dia visitaram o coração do poeta que vos fala.
Que Deus esteja convosco.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
A felicidade, parte III. A Fé como única verdade.
The Key.
Feel so good but don’t know why
Fearless tears drop from my eyes,
Filled with such happiness and joy
I wish I were an angel, just a boy.
No more sadness can reach my soul,
No illusions separate me from my goals,
Because I am a warrior, I am blessed,
With God’s faith I am dressed.
Feel so good but I don’t know why,
Feeling good just for being alive
When no smiles comes up you face,
Use your heart to raise your faith.
No more emptiness can reach me,
I am changed, and I am free.
Feeling so good but don’t know why
Beautiful angels are singing at the sky.
Inside our soul there’s a key,
Which open the doors of Heaven,
Be all that you can be,
And all your sins will be forgotten.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
A Felicidade. (Parte II)
Um dos outros grandes segredos para a felicidade é sentir prazer apenas em estar vivo. Aquele que se torna o êxtase de sua própria existência transforma a sua luz interna em um sol para muitas pessoas, transmitindo calor e alegria à todos que o cercam.
Azul Rosácea.
A lua cheia como um botão de rosa,
Tão distinta e majestosa imagem
Destacando-se no céu azul rosácea
Ela está lá, para que todos a admirem.
Enquanto as pipas tocam o chão,
Nenhuma lágrima sequer eu teço
Nesse fim de tarde nem mesmo a solidão
Fará valer o seu preço.
O carinho das teclas do piano,
Tão melodiosamente tocadas
Enchem o mundo de uma profunda áurea
Afastando de meu peito qualquer engano.
Os raios singulares de despedem,
Deixando no céu apenas a miragem
E a lua, tão bela e clara
A brilhar no céu azul rosácea.
Eu deveria estar triste, talvez
Mas só por um pouco de insensatez
Eu deixo a magia de Deus tocar meu coração
Hoje nenhuma lágrima tocará o chão.
Através da janela estática,
Está a lua e a melodia,
Que transformou minha vida
Em alegria.
Neste fim de tarde
Até mesmo o tempo eu esqueço,
Eu estou entregue a sorte
E a tristeza perdeu-se no espaço.
Eu fecho os olhos e rezo,
Peço a Deus do fundo d’alma
Que todos os humanos possam ver,
E entender
O majestoso céu da lua rosácea.
Azul Rosácea.
A lua cheia como um botão de rosa,
Tão distinta e majestosa imagem
Destacando-se no céu azul rosácea
Ela está lá, para que todos a admirem.
Enquanto as pipas tocam o chão,
Nenhuma lágrima sequer eu teço
Nesse fim de tarde nem mesmo a solidão
Fará valer o seu preço.
O carinho das teclas do piano,
Tão melodiosamente tocadas
Enchem o mundo de uma profunda áurea
Afastando de meu peito qualquer engano.
Os raios singulares de despedem,
Deixando no céu apenas a miragem
E a lua, tão bela e clara
A brilhar no céu azul rosácea.
Eu deveria estar triste, talvez
Mas só por um pouco de insensatez
Eu deixo a magia de Deus tocar meu coração
Hoje nenhuma lágrima tocará o chão.
Através da janela estática,
Está a lua e a melodia,
Que transformou minha vida
Em alegria.
Neste fim de tarde
Até mesmo o tempo eu esqueço,
Eu estou entregue a sorte
E a tristeza perdeu-se no espaço.
Eu fecho os olhos e rezo,
Peço a Deus do fundo d’alma
Que todos os humanos possam ver,
E entender
O majestoso céu da lua rosácea.
sábado, 19 de setembro de 2009
Aurora Sublime.
Bem vindos à nova era do aurora sublime, tem os melhores conteúdos do utopia sendo que agora irá mudar um pouco o aspecto textual, sobretudo na qualidade.
Obrigado aos meus antigos e novos leitores.
Que Deus esteja convosco.
Obrigado aos meus antigos e novos leitores.
Que Deus esteja convosco.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
A felicidade. (Parte I)
Oração.
De minha boca não sairá palavra amarga,
Nem ferirá como brasa em pele fria
Não será dita como uma marca
Não será mais uma sina.
De meus olhos não cairá lágrima impura,
Nem sorverão os céus de uma tempestade
Não será visto em minha reputação
Qualquer mancha de mediocridade.
Não agitarão o vento os braços feridos,
Pois o sangue que lhe fui está estancado
Pelas palavras do meu Deus querido
Todas as dúvidas terão acabado.
Não habitará meu coração a dor infame,
Mas serei como o sol, Baluarte da luz
Como a última aurora que reluz
Por sobre a terra e todos os homens.
Será doce, como o canto dos anjos
Que se prostrarão ao meu redor
Para ouvir extasiados a oração
De compaixão, jamais Dó.
E o perdão que brota como em tera fértil,
Se multliplicará por todas as almas
Eu farei nascer da estéril
Eu serei a nova alvorada.
Que Deus perdoe minha pequenez,
E todas as feridas que eu ainda sangre
Eu serei a nova lucidez
Na mente e no coração de todos os homens.
Que Deus escute minhas preces,
E as deixe guardadas em seu Pantheon
Para serem eternizadas, como célebres
Súplicas de um homem bom.
De minha boca não sairá palavra amarga,
Nem ferirá como brasa em pele fria
Não será dita como uma marca
Não será mais uma sina.
De meus olhos não cairá lágrima impura,
Nem sorverão os céus de uma tempestade
Não será visto em minha reputação
Qualquer mancha de mediocridade.
Não agitarão o vento os braços feridos,
Pois o sangue que lhe fui está estancado
Pelas palavras do meu Deus querido
Todas as dúvidas terão acabado.
Não habitará meu coração a dor infame,
Mas serei como o sol, Baluarte da luz
Como a última aurora que reluz
Por sobre a terra e todos os homens.
Será doce, como o canto dos anjos
Que se prostrarão ao meu redor
Para ouvir extasiados a oração
De compaixão, jamais Dó.
E o perdão que brota como em tera fértil,
Se multliplicará por todas as almas
Eu farei nascer da estéril
Eu serei a nova alvorada.
Que Deus perdoe minha pequenez,
E todas as feridas que eu ainda sangre
Eu serei a nova lucidez
Na mente e no coração de todos os homens.
Que Deus escute minhas preces,
E as deixe guardadas em seu Pantheon
Para serem eternizadas, como célebres
Súplicas de um homem bom.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Dunkenheilt I
Meus sonhos mortos.
Caem desfalecidos e beijam o chão,
Pela lâmina do algoz, o Tempo
Atravessa iluminado, véu da escuridão
No âmago das trevas desfiz o juramento.
Lá se vai ao longe os sonhos mortos,
Para a terra de sereias e magia,
A terra onde eu jamais tocaria
O cemitério da flor de lótus.
A pele alva, paixão e o esquecimento
Com demônios e anjos eu caminhei
Sobre meu ombro o reino do desalento,
Sobre minha cabeça a coroa de rei.
E lá se vão, meus sonhos trucidados,
Onde nenhum ser foi convidado
O cemitério, a dor e a cruz.
O berço d'um mago da luz.
Jaz, como passado diluído em vida,
As minhas amargas ilusões perdidas.
E agora, eu sou um nada
Lobo sem garras, guerreiro sem espada.
Abandono, e sigo para o horizonte
Remadas lentas no mar da morte,
Abandonei a maldição de Caronte
E agora sigo, minha própria sorte.
Você está mais corado, não está?
Caem desfalecidos e beijam o chão,
Pela lâmina do algoz, o Tempo
Atravessa iluminado, véu da escuridão
No âmago das trevas desfiz o juramento.
Lá se vai ao longe os sonhos mortos,
Para a terra de sereias e magia,
A terra onde eu jamais tocaria
O cemitério da flor de lótus.
A pele alva, paixão e o esquecimento
Com demônios e anjos eu caminhei
Sobre meu ombro o reino do desalento,
Sobre minha cabeça a coroa de rei.
E lá se vão, meus sonhos trucidados,
Onde nenhum ser foi convidado
O cemitério, a dor e a cruz.
O berço d'um mago da luz.
Jaz, como passado diluído em vida,
As minhas amargas ilusões perdidas.
E agora, eu sou um nada
Lobo sem garras, guerreiro sem espada.
Abandono, e sigo para o horizonte
Remadas lentas no mar da morte,
Abandonei a maldição de Caronte
E agora sigo, minha própria sorte.
Você está mais corado, não está?
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Volles Leben II.
Vida Completa
Nesse mundo de falsas modelos
E sorrisos trágicos.
O que poderia ser mais ridículo,
Que a própria existência?
Flores da Decadência,
Que rumo vocês seguem?
O caminho da demência,
E da estupidez que lhes regem!
Falsos anjos,
Ouro manchado de barro
Beleza que afunda no pântano
Elixir divino de catarro.
Senhoras da babaquice,
Rouxinol entorpecida
Anjos decadentes,
Máscaradas, Carcomidas!
Nesse mundo de tantas mágoas,
Nada causaria mais espanto
Que suas formas estáticas,
Sorrisos com gosto de pranto!
O barroco alivia a raiva de qualquer poeta ginasiano.
Nesse mundo de falsas modelos
E sorrisos trágicos.
O que poderia ser mais ridículo,
Que a própria existência?
Flores da Decadência,
Que rumo vocês seguem?
O caminho da demência,
E da estupidez que lhes regem!
Falsos anjos,
Ouro manchado de barro
Beleza que afunda no pântano
Elixir divino de catarro.
Senhoras da babaquice,
Rouxinol entorpecida
Anjos decadentes,
Máscaradas, Carcomidas!
Nesse mundo de tantas mágoas,
Nada causaria mais espanto
Que suas formas estáticas,
Sorrisos com gosto de pranto!
O barroco alivia a raiva de qualquer poeta ginasiano.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Dunkle blume.
Quanta estupidez,
esses corpos recorbetos de vaidade.
Meninas matando a própria alma
Em plena flor da idade.
Quanta babaquice,
Todos correndo atrás de Hera.
Enquanto a amada meninice
Fica recoberta de merda.
Quanta morte,
Nessa vida tão desalmada.
A sociedade segue sem rumo
Bala sem testa marcada.
Podridão, egoísmo,
Eu tenho nojo de vocês.
Que vivem meia vida
Nesse pensamento burguês.
Como dizia Gregório,
O tempo imprime em toda flor a sua pisada.
E quando a beleza de vocês estiver esmagada,
Aonde caberá a maldita sensatez?
esses corpos recorbetos de vaidade.
Meninas matando a própria alma
Em plena flor da idade.
Quanta babaquice,
Todos correndo atrás de Hera.
Enquanto a amada meninice
Fica recoberta de merda.
Quanta morte,
Nessa vida tão desalmada.
A sociedade segue sem rumo
Bala sem testa marcada.
Podridão, egoísmo,
Eu tenho nojo de vocês.
Que vivem meia vida
Nesse pensamento burguês.
Como dizia Gregório,
O tempo imprime em toda flor a sua pisada.
E quando a beleza de vocês estiver esmagada,
Aonde caberá a maldita sensatez?
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Alleine.
Eis que no meio do caminho, um jovem conversa com o mago.
O mago lhe diz, filho, se você for por esse caminho, você sofrerá.
O jovem lhe responde, mas esse é o caminho da minha vida
O mago fica espantado, pois do alto da sua sabedoria, não consegue entender como alguém tão jovem pode ser estúpido ao ponto de cometer aquele erro.
E o jovem segue o caminho, com as pernas cambaleantes e o olhar vazio.
O mago apenas o acompanha, querendo entender o verdadeiro porquê.
E no final do caminho, o jovem coberto de feridas e sangue, sorri para o mago, antes do seu último suspiro.
O mago se espanta,
E o mago percebe que já não sorria a muito tempo.
O mago lhe diz, filho, se você for por esse caminho, você sofrerá.
O jovem lhe responde, mas esse é o caminho da minha vida
O mago fica espantado, pois do alto da sua sabedoria, não consegue entender como alguém tão jovem pode ser estúpido ao ponto de cometer aquele erro.
E o jovem segue o caminho, com as pernas cambaleantes e o olhar vazio.
O mago apenas o acompanha, querendo entender o verdadeiro porquê.
E no final do caminho, o jovem coberto de feridas e sangue, sorri para o mago, antes do seu último suspiro.
O mago se espanta,
E o mago percebe que já não sorria a muito tempo.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Dark roads and an empty sky.
Not so sure the way I have to go,
Not missing any stars that could show.
I'm feeling a branding new old.
Not too slow, not on fire
I just wanna know, what is mine?
Cus' all I have left
Is a dark road and an empty sky.
Cus' you will not go,
Tell me girl, do you love me so?
Oh, anywhere or any soul?
Just tell me,
Cus' time is passing by,
And I feel the same feelings,
Just a dark road and an empty sky.
Oh lady, lady please go,
Please stay, please go,
Please tell me you love me so
Then leave me
Cus' all of the dark roads and the empty sky
They'are all a part of mine.
Farewell.
Not missing any stars that could show.
I'm feeling a branding new old.
Not too slow, not on fire
I just wanna know, what is mine?
Cus' all I have left
Is a dark road and an empty sky.
Cus' you will not go,
Tell me girl, do you love me so?
Oh, anywhere or any soul?
Just tell me,
Cus' time is passing by,
And I feel the same feelings,
Just a dark road and an empty sky.
Oh lady, lady please go,
Please stay, please go,
Please tell me you love me so
Then leave me
Cus' all of the dark roads and the empty sky
They'are all a part of mine.
Farewell.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Volles leben.
Lúcifer.
Anjo do arrependimento,
Portador da luz sombria
Luz que a verdade escondia
Nas nuances do sofrimento.
Anjo caído, altivo
Aquele que guarda sob o pano
A imagem pura do engano
Anjo protetor do limbo.
Um momento, um soneto
A t Lucifer eu dedico
Portador da luz eu lhe vejo,
Anjo caído, ambíguo
Protetor de toda a verdade
Portador da nossa dualidade.
O mais humano dos anjos.
Au revoir
Anjo do arrependimento,
Portador da luz sombria
Luz que a verdade escondia
Nas nuances do sofrimento.
Anjo caído, altivo
Aquele que guarda sob o pano
A imagem pura do engano
Anjo protetor do limbo.
Um momento, um soneto
A t Lucifer eu dedico
Portador da luz eu lhe vejo,
Anjo caído, ambíguo
Protetor de toda a verdade
Portador da nossa dualidade.
O mais humano dos anjos.
Au revoir
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Alleine
Sem título
O sentido do silêncio fica raro
As minhas palavras tão frias
Como pedaços de um jarro
Que se partia
E você, inocente
Apenas mais uma criança
A cruzar o destino
Deste pobre drama
Você aguentaria?
Meus medos, minhas dores
Caindo sobre seu seio de menina
Outrora coberto de flores
(Que não existiam)
Então,
Você ficaria ao meu lado?
Na morte em que nos traria
O nosso próximo encontro
Você sofreria?
Não, que sonho inocente
Esse homem inteligente não ama.
O sentido do silêncio fica raro
As minhas palavras tão frias
Como pedaços de um jarro
Que se partia
E você, inocente
Apenas mais uma criança
A cruzar o destino
Deste pobre drama
Você aguentaria?
Meus medos, minhas dores
Caindo sobre seu seio de menina
Outrora coberto de flores
(Que não existiam)
Então,
Você ficaria ao meu lado?
Na morte em que nos traria
O nosso próximo encontro
Você sofreria?
Não, que sonho inocente
Esse homem inteligente não ama.
Muitas lágrimas e algumas vitórias.
Não adianta eu tentar ser o que não sou, não adianta fugir para um abrigo sem teto e sem paredes, apenas pra dizer que estou dentro.
Porque o que me persegue, vem lá do fundo. É avassalador e dominante, não deixa chances para uma possível fuga.
Suicide.
Without a faith, without a reason
Your spirit seems to walk away
But you soul stay in this prision
Tell me something to stay
Give me something to fight for
A kiss, a love, or something more
Because I no more live
And I feel like I've never been free
But I know it's not true
I know I can make It through
And I can't be with you
Forgive me fears, stay by my side
For the last breath I take
I'm falling in to suicide.
Gostaram do soneto em inglês?
Au revoir.
Porque o que me persegue, vem lá do fundo. É avassalador e dominante, não deixa chances para uma possível fuga.
Suicide.
Without a faith, without a reason
Your spirit seems to walk away
But you soul stay in this prision
Tell me something to stay
Give me something to fight for
A kiss, a love, or something more
Because I no more live
And I feel like I've never been free
But I know it's not true
I know I can make It through
And I can't be with you
Forgive me fears, stay by my side
For the last breath I take
I'm falling in to suicide.
Gostaram do soneto em inglês?
Au revoir.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Alone, forever alone.
Tava visitando o orkut, pra não deixar as pessoas sem avisos e sem respostas, eu tô numa daquelas épocas em que eu preciso me fechar, me reconstruir e passar por uma fase muito difícil, todo dia tem sido uma batalha, toda batalha tem sido uma chance de recuperar o sentido de viver.
Eu preciso me desviciar disso aqui também, pra ser sincero. A internet me puxa muito tempo, o computador é uma das únicas coisas que alivia a minha torrente dolorosa de pensamentos, que está sempre presente.
Bateu uma crise de inspiração, boa também pra repensar o efeito que esse blog tem na minha vida, quantas pessoas será que lêem? Sabe, é mó felicidade quando eu olho e vejo um ou dois comentários em um poema ou texto meu, mas é aquela felicidade boba e pobre, tipo esperar que a garota mais bonita da sala olhe pra você.
Enfim, não estou desmerecendo ninguém, a minha vida precisa mesmo é ser rearrumada, mas eu só consigo fazer isso isolado.
O amor teve um peso muito forte na minha vida esse ano, e moveu tudo de cabeça pra baixo. Graças a Deus, porquê eu já tinha me acostumado, e o preço de quem se acostuma é baixar a cabeça. Eu não posso nunca jamais baixar a cabeça, talvez outra pessoa que não eu.
É meio óbvio, mas dizer as coisas aqui é como dizer pra si mesmo.
Talvez uma forma, até meio utópica, de tentar estabelecer um contato.
De pensar que um dia, alguém iria se interessar por mim, conhecer o Adonay por completo, e mesmo assim amá-lo. Utopia ou não, é um belo sonho, não concordam?
Enfim, eu tô cansado de tristeza, e tudo o que existe ao meu redor é tristeza, o rock é a minha agressividade minha forma de alívio. Ou seja, estou tendo que fugir até da música.
Eu não sei pra onde eu estou indo, mas acredito que a direção seja a da luz, e que ficar parado seja muito pior que tentar.
Enfim gente, é isso. Meus caros leitores, meus utópicos leitores, obrigado pelo pouco que fizeram por mim. Não que se houvesse um milhão de visitas diárias mudaria muita coisa.
É, solitário, cheio de dores no passado. Meu coração tá mais pra colcha de retalhos que pra qualquer outra coisa.
Mas até uma colcha de retalhos esquenta as vezes, né?
Au Revoir, como sempre.
Eu preciso me desviciar disso aqui também, pra ser sincero. A internet me puxa muito tempo, o computador é uma das únicas coisas que alivia a minha torrente dolorosa de pensamentos, que está sempre presente.
Bateu uma crise de inspiração, boa também pra repensar o efeito que esse blog tem na minha vida, quantas pessoas será que lêem? Sabe, é mó felicidade quando eu olho e vejo um ou dois comentários em um poema ou texto meu, mas é aquela felicidade boba e pobre, tipo esperar que a garota mais bonita da sala olhe pra você.
Enfim, não estou desmerecendo ninguém, a minha vida precisa mesmo é ser rearrumada, mas eu só consigo fazer isso isolado.
O amor teve um peso muito forte na minha vida esse ano, e moveu tudo de cabeça pra baixo. Graças a Deus, porquê eu já tinha me acostumado, e o preço de quem se acostuma é baixar a cabeça. Eu não posso nunca jamais baixar a cabeça, talvez outra pessoa que não eu.
É meio óbvio, mas dizer as coisas aqui é como dizer pra si mesmo.
Talvez uma forma, até meio utópica, de tentar estabelecer um contato.
De pensar que um dia, alguém iria se interessar por mim, conhecer o Adonay por completo, e mesmo assim amá-lo. Utopia ou não, é um belo sonho, não concordam?
Enfim, eu tô cansado de tristeza, e tudo o que existe ao meu redor é tristeza, o rock é a minha agressividade minha forma de alívio. Ou seja, estou tendo que fugir até da música.
Eu não sei pra onde eu estou indo, mas acredito que a direção seja a da luz, e que ficar parado seja muito pior que tentar.
Enfim gente, é isso. Meus caros leitores, meus utópicos leitores, obrigado pelo pouco que fizeram por mim. Não que se houvesse um milhão de visitas diárias mudaria muita coisa.
É, solitário, cheio de dores no passado. Meu coração tá mais pra colcha de retalhos que pra qualquer outra coisa.
Mas até uma colcha de retalhos esquenta as vezes, né?
Au Revoir, como sempre.
domingo, 16 de agosto de 2009
Alleine.
Alma solidão.
Eu não sei quem eu sou, eu não sei o que eu sou. Não sei se deveria saber. Não sei de nada, nenhum porque. Eu só sei do meu silêncio, do meu olhar de aço, dos meus braços de inverno, do meu abraço doloroso e fraterno. Eu sei que sou solitário, e nada mais. Eu sei que estou vivo, e nada mais.
Hoje eu sobrevivi mais um dia, mais um árduo e doloroso dia. Conversei com um menino que perdeu o amor pela vida, conversei com um homem que perdeu a luta pelo amor. Conversei comigo mesmo, que já nem sei quem sou.
Sobrevivi a minha família, esses seres estranhos e bizzarramente distantes, quem são eles? Quem são eles que viram eu me transformar em um abismo de frieza e dor e nada fizeram? Quem são esses seres loucos, perdidos em sua própria essência. Porque eles lutam para não me entender, será que é um medo do fundo da alma de saber que eu pareço com eles?
As pessoas tem medo de mim, ou tem medo de si mesmas?
Hoje eu sobrevivi a um dia, um dia de biologia e física. Hoje eu sobrevivi um dia, um dia de dor e angústia. Hoje eu sobrevivi a um dia, entre os milhares que já passei e os milhões que ainda virão. Alma imortal, alma solidão.
Hoje eu me encontrei com antigos fantasmas, que já não me seguem, e pude ver tudo o que se passou. Hoje eu reflecti, hoje eu enfrentei e desiludi uma dor que quis se alojar em meu coração, hoje eu vi a luz se dissipar no cair da noite, como uma criança que cai no sono.
E sobrevivi,
E que Deus me dê forças para continuar enfrentando, que minha fé me alimente ao longo dessa jornada, dessa árdua e prazerosa jornada chamada vida.
Hoje eu descobri que os homens podem amar ideais. Hoje eu descobri que sob a luz da noite, todos os homens são iguais.
Que Deus nos abençoe, e nos perdoe, pois nós não sabemos de nada.
Até setembro, Au revoir.
Eu não sei quem eu sou, eu não sei o que eu sou. Não sei se deveria saber. Não sei de nada, nenhum porque. Eu só sei do meu silêncio, do meu olhar de aço, dos meus braços de inverno, do meu abraço doloroso e fraterno. Eu sei que sou solitário, e nada mais. Eu sei que estou vivo, e nada mais.
Hoje eu sobrevivi mais um dia, mais um árduo e doloroso dia. Conversei com um menino que perdeu o amor pela vida, conversei com um homem que perdeu a luta pelo amor. Conversei comigo mesmo, que já nem sei quem sou.
Sobrevivi a minha família, esses seres estranhos e bizzarramente distantes, quem são eles? Quem são eles que viram eu me transformar em um abismo de frieza e dor e nada fizeram? Quem são esses seres loucos, perdidos em sua própria essência. Porque eles lutam para não me entender, será que é um medo do fundo da alma de saber que eu pareço com eles?
As pessoas tem medo de mim, ou tem medo de si mesmas?
Hoje eu sobrevivi a um dia, um dia de biologia e física. Hoje eu sobrevivi um dia, um dia de dor e angústia. Hoje eu sobrevivi a um dia, entre os milhares que já passei e os milhões que ainda virão. Alma imortal, alma solidão.
Hoje eu me encontrei com antigos fantasmas, que já não me seguem, e pude ver tudo o que se passou. Hoje eu reflecti, hoje eu enfrentei e desiludi uma dor que quis se alojar em meu coração, hoje eu vi a luz se dissipar no cair da noite, como uma criança que cai no sono.
E sobrevivi,
E que Deus me dê forças para continuar enfrentando, que minha fé me alimente ao longo dessa jornada, dessa árdua e prazerosa jornada chamada vida.
Hoje eu descobri que os homens podem amar ideais. Hoje eu descobri que sob a luz da noite, todos os homens são iguais.
Que Deus nos abençoe, e nos perdoe, pois nós não sabemos de nada.
Até setembro, Au revoir.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Alleine zu zweit.
Amiga.
Um ano,
Um ano que eu perdi o chão.
Um ano que o destino brincou
Com a minha paixão.
Um ano,
Um ano curando a ferida
Que a escuridão me deixou
E te chamando de amiga.
Um ano,
Um ano aonde o mundo nasceu,
Um ano onde tudo se transformou.
Um ano diferente do seu.
Um ano,
Em que o seu olhar me enfeitiçou
Como as ciganas das eras antigas
Um ano pra lembrar que o destino de novo nos apresentou
Nessa nova, e fatídica vida, onde eu apenas posso
Te chamar de amiga.
Die sind ein engel.
Um ano,
Um ano que eu perdi o chão.
Um ano que o destino brincou
Com a minha paixão.
Um ano,
Um ano curando a ferida
Que a escuridão me deixou
E te chamando de amiga.
Um ano,
Um ano aonde o mundo nasceu,
Um ano onde tudo se transformou.
Um ano diferente do seu.
Um ano,
Em que o seu olhar me enfeitiçou
Como as ciganas das eras antigas
Um ano pra lembrar que o destino de novo nos apresentou
Nessa nova, e fatídica vida, onde eu apenas posso
Te chamar de amiga.
Die sind ein engel.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Alleine.
A dor e a distância.
Sobre um coração que foi capaz de amar.
Mais uma sonata, mais um funeral.
Mais uma noite espectral
Se arrastando através das sombras
Escuridão de um ideal.
Será que algum dia eu fui mais normal?
Desses que conseguem sentar-se a mesa,
E discutir sobre o jornal.
Será que ouve sinceridade nessa reza?
E enquanto jantamos o nosso silêncio
Meu coração bruta do fundo da ignorância
Como um sedento desavisado engole o veneno
E o mundo me arrasa com sua ânsia
De ver sempre algo ardendo...
Será que algum dia eu fiz parte?
Desse mundo cruel e sem disfarce
Será que eu fui sincero,
Ou estava apenas esperando a morte
Chegar mais perto?
Eu me sinto tão distante,
Como o pássaro que desafiou o firmamento
E ao subir, esqueceu o que o levava adiante
E provou a doce queda do sofrimento.
Será que eu já fui mortal?
Será covardia perguntar
Se meus versos já provaram algo doce,
Tão doce quanto a água do mar.
Sobre um coração que foi capaz de amar.
Mais uma sonata, mais um funeral.
Mais uma noite espectral
Se arrastando através das sombras
Escuridão de um ideal.
Será que algum dia eu fui mais normal?
Desses que conseguem sentar-se a mesa,
E discutir sobre o jornal.
Será que ouve sinceridade nessa reza?
E enquanto jantamos o nosso silêncio
Meu coração bruta do fundo da ignorância
Como um sedento desavisado engole o veneno
E o mundo me arrasa com sua ânsia
De ver sempre algo ardendo...
Será que algum dia eu fiz parte?
Desse mundo cruel e sem disfarce
Será que eu fui sincero,
Ou estava apenas esperando a morte
Chegar mais perto?
Eu me sinto tão distante,
Como o pássaro que desafiou o firmamento
E ao subir, esqueceu o que o levava adiante
E provou a doce queda do sofrimento.
Será que eu já fui mortal?
Será covardia perguntar
Se meus versos já provaram algo doce,
Tão doce quanto a água do mar.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Alleine.
O mar da solidão.
Sobre um coração que sonha.
Quantas lágrimas eu chorei,
Sem poder esperar
Sem ouvir um som diferente
Do calmo barulho do mar.
Esse infinito foi meu amigo,
Meu presente e minha maldição
Foi o elo perdido
Entre minha alma e a solidão.
E quando o mar se revolta,
As ondas mudam a sinfonia
Que se mistura ao grito das gaivotas
É a doce sinfonia da vida.
Já se foram tantos anos,
Tão longe de serem concretos
Tão unicamente singelos,
Tão banhados de enganos.
Eu estou com o resto,
O que sobrou de lá
Apenas um coração partido
Em milhares de conchas do mar.
Quanto tempo ainda tenho,
Sufocado nessa monotonia
De ser um oceano inteiro
Sem uma única alegria.
Sobre um coração que sonha.
Quantas lágrimas eu chorei,
Sem poder esperar
Sem ouvir um som diferente
Do calmo barulho do mar.
Esse infinito foi meu amigo,
Meu presente e minha maldição
Foi o elo perdido
Entre minha alma e a solidão.
E quando o mar se revolta,
As ondas mudam a sinfonia
Que se mistura ao grito das gaivotas
É a doce sinfonia da vida.
Já se foram tantos anos,
Tão longe de serem concretos
Tão unicamente singelos,
Tão banhados de enganos.
Eu estou com o resto,
O que sobrou de lá
Apenas um coração partido
Em milhares de conchas do mar.
Quanto tempo ainda tenho,
Sufocado nessa monotonia
De ser um oceano inteiro
Sem uma única alegria.
sábado, 1 de agosto de 2009
Lodo.
Lodo-
Eu queria ser como a garça
que afunda no
pântano.
Eu queria só ficar morto,
Por um
encanto.
Ó mundo, ó mundo
Dê-me um segundo
Para eu terminar
de chorar o meu
pranto.
Eu queria ser como a garça
que afunda no
pântano.
Eu queria só ficar morto,
Por um
encanto.
Ó mundo, ó mundo
Dê-me um segundo
Para eu terminar
de chorar o meu
pranto.
sábado, 25 de julho de 2009
Insônia V.
Saudade,
Eu sinto a sua falta.
Não sei se devia,
Mas quando o meu coração se exalta
É você que se anuncia
Com seu perfume de pêssego e cobre
Tua alma tão clara
Teu sorriso tão nobre.
Eu sinto saudade,
Dos teus olhos verdes.
Eu sinto falta,
Do teu cabelo escorrido
Do teu jeito sofrido
De menina dos prazeres.
Eu sinto teu corpo,
Como se estivesse aqui do lado
No mais belo pecado
Em um retrato solto
Da parede do meu quarto
Eu pintaria um quadro.
Eu sinto teu sorriso
O cheiro da sua boca
A tua formosura tão louca
Quanto tua ausência de palavras.
Eu te queria comigo
Só pra ficar em silêncio
Pois teus seios são meu abrigo
Teu aroma o meu incenso.
Eu sei que não devia,
Pois as vezes te esqueço.
Mas quando volta tua memória
O tempo é mais lento
A vida é mais fria
Se você não está aqui.
Então menina,
Vem comigo e esquece esses nomes,
Que inventaram para regular os homens.
Esquece do mundo e da sociedade
Pois o amor é a única verdade.
E eu juro, eu estou com saudade.
Eu sinto a sua falta.
Não sei se devia,
Mas quando o meu coração se exalta
É você que se anuncia
Com seu perfume de pêssego e cobre
Tua alma tão clara
Teu sorriso tão nobre.
Eu sinto saudade,
Dos teus olhos verdes.
Eu sinto falta,
Do teu cabelo escorrido
Do teu jeito sofrido
De menina dos prazeres.
Eu sinto teu corpo,
Como se estivesse aqui do lado
No mais belo pecado
Em um retrato solto
Da parede do meu quarto
Eu pintaria um quadro.
Eu sinto teu sorriso
O cheiro da sua boca
A tua formosura tão louca
Quanto tua ausência de palavras.
Eu te queria comigo
Só pra ficar em silêncio
Pois teus seios são meu abrigo
Teu aroma o meu incenso.
Eu sei que não devia,
Pois as vezes te esqueço.
Mas quando volta tua memória
O tempo é mais lento
A vida é mais fria
Se você não está aqui.
Então menina,
Vem comigo e esquece esses nomes,
Que inventaram para regular os homens.
Esquece do mundo e da sociedade
Pois o amor é a única verdade.
E eu juro, eu estou com saudade.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Fome.
Irmãos e irmãs
Filhos e filhas.
Todos dominados pela mesma ira,
Todos tocados pelo afã
De pertencer a raça humana
E fazer cada segundo da sua vida
Como se fosse na cama .
Todos corroídos pela ferrugem,
Devorando contentes e ferozes
Como sons repetidos que iludem
A voz de um alaúde
Até que nos saúdem,
Com a amada sorte. (Tin Tin)
Corre, corre e foge.
Porque quando tem fome,
O homem é mais homem
O homem é mais menino
Com um eterno sarcasmo,
Como se todo segundo vivido
Fosse o mais belo orgasmo.
Filhos e filhas.
Todos dominados pela mesma ira,
Todos tocados pelo afã
De pertencer a raça humana
E fazer cada segundo da sua vida
Como se fosse na cama .
Todos corroídos pela ferrugem,
Devorando contentes e ferozes
Como sons repetidos que iludem
A voz de um alaúde
Até que nos saúdem,
Com a amada sorte. (Tin Tin)
Corre, corre e foge.
Porque quando tem fome,
O homem é mais homem
O homem é mais menino
Com um eterno sarcasmo,
Como se todo segundo vivido
Fosse o mais belo orgasmo.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
[...]
A Utopia.
Se um dia eu pudesse ter um dom certamente seria o dom do silêncio. Todo fim de amor, toda briga involuntária, todo orgasmo fingido silenciaria. O mundo ficaria cinco minutos afundando no mais absoluto silêncio, aonde toda palavra desnecessária não seria pronunciada.
Os seres humanos viajariam pela rota mais cruel e tortuosa de todas, a rota interna. A rota frequentemente alterada, seja por nossas paixões, seja pelas nossas amadas drogas.
E então nos amaríamos, estaria presente a mais subjectiva e divina presença do homem, que não pode ser vista, descrita, ou muito menos falada. Ela só pode ser amada, de forma única e sincera, assim como aquele que amou a todos nós.
E após os cinco minutos de silêncio, todo homem pegaria sua enxada e cultivaria sua terra, pois toda inveja e ganância seria desnecessária. Todo homem agradeceria a Deus debaixo de sua macieira, aonde o fruto da discórdia voltaria para a árvore, regurgitado pelo amor.
Se eu não fosse sincero comigo mesmo, seria louco. Afinal, alguém em estado são escrever um texto anarco-cristão não nos soa muito racional....
Au Revoir :*
Se um dia eu pudesse ter um dom certamente seria o dom do silêncio. Todo fim de amor, toda briga involuntária, todo orgasmo fingido silenciaria. O mundo ficaria cinco minutos afundando no mais absoluto silêncio, aonde toda palavra desnecessária não seria pronunciada.
Os seres humanos viajariam pela rota mais cruel e tortuosa de todas, a rota interna. A rota frequentemente alterada, seja por nossas paixões, seja pelas nossas amadas drogas.
E então nos amaríamos, estaria presente a mais subjectiva e divina presença do homem, que não pode ser vista, descrita, ou muito menos falada. Ela só pode ser amada, de forma única e sincera, assim como aquele que amou a todos nós.
E após os cinco minutos de silêncio, todo homem pegaria sua enxada e cultivaria sua terra, pois toda inveja e ganância seria desnecessária. Todo homem agradeceria a Deus debaixo de sua macieira, aonde o fruto da discórdia voltaria para a árvore, regurgitado pelo amor.
Se eu não fosse sincero comigo mesmo, seria louco. Afinal, alguém em estado são escrever um texto anarco-cristão não nos soa muito racional....
Au Revoir :*
Eu não consigo odiar ninguém.
Só.
Afinal, quando é o fim?
Será que ele se anuncia, com milhares de cartazes sórdidos e fogos de artifício incolores e silenciosos?
Afinal, existem fim?
Será que as almas não continuam, na sua jornada de alma, a continuar?
E aí meu amigo, me responde, me de uma resposta Jungiana, Kantiana, uma resposta banana.
Será que a solidão tem fim?
Ou será que as coisas simplesmente continuam?
Será, Meu Deus, que o fim é tão grande que nós achamos ser o começo?
Porque quando eu acho que tá tudo começando, é porquê já tá no fim, e a luz distante do fim do túnel vem e te da uma porrada no meio da cara. Aí você levanta, cambaleante e tenta convencer-se friamente de que isso e normal e vai passar, afinal com um pouquinho de miopia sagrada você vê não uma, mas milhares de luzes no final do túnel.
Ai, Que vontade que dá de parar!
Mas você já seguiu demais, você nem se lembra onde e porquê começou, mas lembra que uma vontade infindável te faz caminhar, consegue fazer você se arrastar dolorosamente, ou pular de alegria.( Nesses momentos você esquece do túnel). Aí quando você cai, vem sempre uma alma bondosa pra te carregar, e quando você olha já tá la na frente e não sabe como chegou.
Mas as luzes continuam.
Com toda a velocidade e magnitude as luzes te acertam, umas esbarram em ferimentos tão antigos que você não sente, umas outras luzes você acha ser pequena, quando na verdade é um caminhão cegonha de 22m. E todas as luzes passam, pelo seu corpo opaco. Ficam presos no fundo do seu espelho de duas faces, lá no âmago de toda consciência humana.
Mas der repente uma luz, diferente de tudo...
Você olha pro fundo do seu ser, para as olhas de batalha e imensidão e diz, VITÓRIA. Porque nenhum fim, nenhuma luz do fim do túnel é capaz de te tirar a sua experiência, e nessa experiência consta um presente magnífico que Deus deu a todos nós, a simples capacidade de retesar os músculos da face. Deus nos deu o sorriso, e o sorriso adia qualquer fim.
Afinal, quando é o fim?
Será que ele é tão longínquo quanto a Alquimia, ou tão próximo quanto a sua Academia?
Porque eu estou sem surpresas, eu estou sem vontade.
Estou apenas vendo as luzes, cada vez mais rápido.
No fundo no fundo mesmo, ninguém quer que acabe.
Na dúvida, sorria.
Au Revoir.
Afinal, quando é o fim?
Será que ele se anuncia, com milhares de cartazes sórdidos e fogos de artifício incolores e silenciosos?
Afinal, existem fim?
Será que as almas não continuam, na sua jornada de alma, a continuar?
E aí meu amigo, me responde, me de uma resposta Jungiana, Kantiana, uma resposta banana.
Será que a solidão tem fim?
Ou será que as coisas simplesmente continuam?
Será, Meu Deus, que o fim é tão grande que nós achamos ser o começo?
Porque quando eu acho que tá tudo começando, é porquê já tá no fim, e a luz distante do fim do túnel vem e te da uma porrada no meio da cara. Aí você levanta, cambaleante e tenta convencer-se friamente de que isso e normal e vai passar, afinal com um pouquinho de miopia sagrada você vê não uma, mas milhares de luzes no final do túnel.
Ai, Que vontade que dá de parar!
Mas você já seguiu demais, você nem se lembra onde e porquê começou, mas lembra que uma vontade infindável te faz caminhar, consegue fazer você se arrastar dolorosamente, ou pular de alegria.( Nesses momentos você esquece do túnel). Aí quando você cai, vem sempre uma alma bondosa pra te carregar, e quando você olha já tá la na frente e não sabe como chegou.
Mas as luzes continuam.
Com toda a velocidade e magnitude as luzes te acertam, umas esbarram em ferimentos tão antigos que você não sente, umas outras luzes você acha ser pequena, quando na verdade é um caminhão cegonha de 22m. E todas as luzes passam, pelo seu corpo opaco. Ficam presos no fundo do seu espelho de duas faces, lá no âmago de toda consciência humana.
Mas der repente uma luz, diferente de tudo...
Você olha pro fundo do seu ser, para as olhas de batalha e imensidão e diz, VITÓRIA. Porque nenhum fim, nenhuma luz do fim do túnel é capaz de te tirar a sua experiência, e nessa experiência consta um presente magnífico que Deus deu a todos nós, a simples capacidade de retesar os músculos da face. Deus nos deu o sorriso, e o sorriso adia qualquer fim.
Afinal, quando é o fim?
Será que ele é tão longínquo quanto a Alquimia, ou tão próximo quanto a sua Academia?
Porque eu estou sem surpresas, eu estou sem vontade.
Estou apenas vendo as luzes, cada vez mais rápido.
No fundo no fundo mesmo, ninguém quer que acabe.
Na dúvida, sorria.
Au Revoir.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Alleine Zu Zweit.
Solidão.
Pergunto-me porque prendo tanta atenção ao fugaz, ao indurável. Ao fato de querer amar algo que já nasce pronto pra morrer. Mas é que quando ele nasce, tão belo aborto amoroso, eu me encanto, e me deixo lever por uma vã e breve esperança.
Pergunto-me porque ela se arrasta, e quando menos esperamos, abre asas. Voa raso em nossas mentes, nossos corações, a doce solidão. Como um poema sem versos, como uma chuva sem gotas, sentimo-nos incompletos. Dotada de tamanha grandeza, faz diminuto meus sorrisos, faz longínquo meus pensamentos. Será que amo? Será que sonho? Não sei. A única certeza é de que para sempre serei solitário, eterno otário de cabeça erguida, cavaleiro solitário das almas perdidas.
Pergunto-me porque certos sorrisos me cativam, se é pior ou melhor viver sem eles. Pergunto-me porque às vezes só a amizade não é suficiente, porque as vezes eu quero algo mais quente.
Pergunto-me, e nessa torrente de perguntas irrespondíveis e incalculáveis horas de sentimentos fortes e breves como raios, minha alma inunda. O meu peito está transbordado, transbordado de um amor distante e insuficiente, o meu peito está transbordado de solidão.
Au Revoir,
Lorde Carontes.
Pergunto-me porque prendo tanta atenção ao fugaz, ao indurável. Ao fato de querer amar algo que já nasce pronto pra morrer. Mas é que quando ele nasce, tão belo aborto amoroso, eu me encanto, e me deixo lever por uma vã e breve esperança.
Pergunto-me porque ela se arrasta, e quando menos esperamos, abre asas. Voa raso em nossas mentes, nossos corações, a doce solidão. Como um poema sem versos, como uma chuva sem gotas, sentimo-nos incompletos. Dotada de tamanha grandeza, faz diminuto meus sorrisos, faz longínquo meus pensamentos. Será que amo? Será que sonho? Não sei. A única certeza é de que para sempre serei solitário, eterno otário de cabeça erguida, cavaleiro solitário das almas perdidas.
Pergunto-me porque certos sorrisos me cativam, se é pior ou melhor viver sem eles. Pergunto-me porque às vezes só a amizade não é suficiente, porque as vezes eu quero algo mais quente.
Pergunto-me, e nessa torrente de perguntas irrespondíveis e incalculáveis horas de sentimentos fortes e breves como raios, minha alma inunda. O meu peito está transbordado, transbordado de um amor distante e insuficiente, o meu peito está transbordado de solidão.
Au Revoir,
Lorde Carontes.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Relutância.
A ida.
O sol mostra relutante o primeiro sinal de cansaço,
Deixando apenas a tua prole no espaço.
Repartida, refletida em pedaços vazios.
E enquanto correm no meu corpo mil calafrios,
Eu chego a me perguntar se sou louco,
Faltou-se muito, ou muito pouco.
Afinal aonde estamos indo se nós dois,
Não sabemos o que vem depois.
Se não sabemos se à distância
E a relutância.
Nos deixara a sós,
Nos largará em nós
Frouxos nós do destino.
E caminham, separados.
Como se corressem velozmente mil rios congelados,
No teu sorriso, na tua boca distante.
Relutante.
A largar no espaço cruéis bilhetes rasgados,
Eu estou ao seu lado,
Nesse instante.
Cruel. Soturnos versos despidos sem discrepância,
Estou contigo. Mas é colossal essa distância,
Até que seus dedos, como cordas lançadas ao fundo do abismo.
Despertaram meu beijo, e um abraço sísmico.
Tremeu tua pele, teu carinho venceu o universo,
Finalmente estamos pertos, tão imutavelmente perto,
Que o meu peito aberto deixa escapar o último vazio de morte.
Uma lágrima de felicidade por meus olhos corre,
E eu só quero te beijar, como se corressem mil rios inflamados...
De amor. Ao seu lado.
.
Obrigado por ter dito, ainda que do seu jeito incerto e indeciso, que simplesmente me queria por perto.
Eu não ligo pra nada, o que importa é estar perto de você, e quando isso acontece uma mágica assustadora domina o mundo.
Obrigado por fazer minha vida ainda mais feliz, e por dar forças a essa nova poesia que acontece.
-E você, não quer dizer alguma coisa?
O sol mostra relutante o primeiro sinal de cansaço,
Deixando apenas a tua prole no espaço.
Repartida, refletida em pedaços vazios.
E enquanto correm no meu corpo mil calafrios,
Eu chego a me perguntar se sou louco,
Faltou-se muito, ou muito pouco.
Afinal aonde estamos indo se nós dois,
Não sabemos o que vem depois.
Se não sabemos se à distância
E a relutância.
Nos deixara a sós,
Nos largará em nós
Frouxos nós do destino.
E caminham, separados.
Como se corressem velozmente mil rios congelados,
No teu sorriso, na tua boca distante.
Relutante.
A largar no espaço cruéis bilhetes rasgados,
Eu estou ao seu lado,
Nesse instante.
Cruel. Soturnos versos despidos sem discrepância,
Estou contigo. Mas é colossal essa distância,
Até que seus dedos, como cordas lançadas ao fundo do abismo.
Despertaram meu beijo, e um abraço sísmico.
Tremeu tua pele, teu carinho venceu o universo,
Finalmente estamos pertos, tão imutavelmente perto,
Que o meu peito aberto deixa escapar o último vazio de morte.
Uma lágrima de felicidade por meus olhos corre,
E eu só quero te beijar, como se corressem mil rios inflamados...
De amor. Ao seu lado.
.
Obrigado por ter dito, ainda que do seu jeito incerto e indeciso, que simplesmente me queria por perto.
Eu não ligo pra nada, o que importa é estar perto de você, e quando isso acontece uma mágica assustadora domina o mundo.
Obrigado por fazer minha vida ainda mais feliz, e por dar forças a essa nova poesia que acontece.
-E você, não quer dizer alguma coisa?
domingo, 12 de julho de 2009
Zero.
Poema da estrada.
Tão simples, tão próximo.
Que quase posso tocar no ócio,
Das nuvens congeladas pelo final da tarde
Para então condensar-se
E molharem a minha lápide.
Quase posso ouvir
O som do futuro se despedaçando,
O som do chão se molhando
Eternamente eu estive
Eu estive em um engano.
Então, grita!
Rasga o silêncio dos céus com tua fúria,
A fatalidade de meu olhar perdido no tempo
Apenas deixe-me atento
Para uma última loucura...
Poema escrito no próprio blog, sem muitas preocupações com nada.
Farewell. :*
Tão simples, tão próximo.
Que quase posso tocar no ócio,
Das nuvens congeladas pelo final da tarde
Para então condensar-se
E molharem a minha lápide.
Quase posso ouvir
O som do futuro se despedaçando,
O som do chão se molhando
Eternamente eu estive
Eu estive em um engano.
Então, grita!
Rasga o silêncio dos céus com tua fúria,
A fatalidade de meu olhar perdido no tempo
Apenas deixe-me atento
Para uma última loucura...
Poema escrito no próprio blog, sem muitas preocupações com nada.
Farewell. :*
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Small piece of heaven.
O caminho. (Releitura Drummond).
No meio das pedras tinha um caminho,
Tinha um caminho no meio das pedras.
Tinha um caminho
No meio das pedras.
Aonde tudo era tão nada
Tinha um caminho
No meio das pedras.
Jamais desistirei de fato,
Sigo com a fé renovada.
No meio das pedras
Tinha um caminho.
[que eu segui sozinho]
Tinha um caminho
No meio das pedras.
Removi as pedras e criei um caminho.
Tinha um caminho. Sim.
Tinha um caminho no meio das pedras.
No meio das pedras tinha um caminho,
Tinha um caminho no meio das pedras.
Tinha um caminho
No meio das pedras.
Aonde tudo era tão nada
Tinha um caminho
No meio das pedras.
Jamais desistirei de fato,
Sigo com a fé renovada.
No meio das pedras
Tinha um caminho.
[que eu segui sozinho]
Tinha um caminho
No meio das pedras.
Removi as pedras e criei um caminho.
Tinha um caminho. Sim.
Tinha um caminho no meio das pedras.
sábado, 4 de julho de 2009
Six feet from the edge
And Im thinking, maybe six feet is so far down...
A própria nostalgia se misturando a felicidade formando uma espécie de veneno doce, de dor amigável, ou qualquer coisa clichê que soe parecido...
Coitado do homem que acha que pode viver sem ninguém, coitado daquele que vive na escuridão, na solidão e não consegue ver além disso.
"pobre do homem que confia no homem"..
Será apenas uma prisão, ou o começo da liberdade?
O que afinal é a solidão? Será que alguém no fundo sabe distinguir o passado do presente?
Eu vou lutando, lenta e melancólicamente contra tudo aquilo que um dia eu pensei ser.
"Mas eu só queria que você estivesse aqui"
Pois quando eu estava lutando, quando eu estava tentando sair da lama era o seu sorriso que me movia, era a sua felicidade que eu queria provocar.
Aonde foi você meu amor ? Onde você está ? De onde eu venho ?
Afinal, será que algum dia você existiu, ou tudo não passou de uma ilusão?
Será que foram apenas os olhos de Deus, e o pouco de fé que restava em meu peito que me tiraram de onde eu estava?
Porque eu achava, eu achava mesmo que existia alguém...
Seja como for, Adeus.
A própria nostalgia se misturando a felicidade formando uma espécie de veneno doce, de dor amigável, ou qualquer coisa clichê que soe parecido...
Coitado do homem que acha que pode viver sem ninguém, coitado daquele que vive na escuridão, na solidão e não consegue ver além disso.
"pobre do homem que confia no homem"..
Será apenas uma prisão, ou o começo da liberdade?
O que afinal é a solidão? Será que alguém no fundo sabe distinguir o passado do presente?
Eu vou lutando, lenta e melancólicamente contra tudo aquilo que um dia eu pensei ser.
"Mas eu só queria que você estivesse aqui"
Pois quando eu estava lutando, quando eu estava tentando sair da lama era o seu sorriso que me movia, era a sua felicidade que eu queria provocar.
Aonde foi você meu amor ? Onde você está ? De onde eu venho ?
Afinal, será que algum dia você existiu, ou tudo não passou de uma ilusão?
Será que foram apenas os olhos de Deus, e o pouco de fé que restava em meu peito que me tiraram de onde eu estava?
Porque eu achava, eu achava mesmo que existia alguém...
Seja como for, Adeus.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
A tristeza. (Parte final).
A luta dos 100x1. (Mar de incertezas.)
Não há mais nada, nem sentimento, nem dor ou covardia. Os anseios resolutos entregaram as armas, não há mais guardas em frente ao meu coração. A tumba onde um dia se encontrou um poeta morto está vazia, os dias escuros que um dia povoaram minha existência deram-se por terminados. A magia, a dúvida, hoje já não machucam. Com a curiosidade de quem esquece algo importante e axa subitamente, eu reencontrei a vida. O suicídio deu-se por completo, aquele que um dia vos escreveu está morto. A poesia morta agora é poesia viva. A dor amarga hoje é a flor amiga. A vida passada jamais será esquecida, pois nem só de loucuras vive o poeta, mas também da realidade, que vai aos poucos colorindo o quadro da existência. A marcha dos 100 cessou, assim como o som do silêncio, que tapava meus ouvidos para o mundo.
Que a luz multiplique-se em vossos corações.
Assim seja.
Não há mais nada, nem sentimento, nem dor ou covardia. Os anseios resolutos entregaram as armas, não há mais guardas em frente ao meu coração. A tumba onde um dia se encontrou um poeta morto está vazia, os dias escuros que um dia povoaram minha existência deram-se por terminados. A magia, a dúvida, hoje já não machucam. Com a curiosidade de quem esquece algo importante e axa subitamente, eu reencontrei a vida. O suicídio deu-se por completo, aquele que um dia vos escreveu está morto. A poesia morta agora é poesia viva. A dor amarga hoje é a flor amiga. A vida passada jamais será esquecida, pois nem só de loucuras vive o poeta, mas também da realidade, que vai aos poucos colorindo o quadro da existência. A marcha dos 100 cessou, assim como o som do silêncio, que tapava meus ouvidos para o mundo.
Que a luz multiplique-se em vossos corações.
Assim seja.
sábado, 27 de junho de 2009
A tristeza. (Parte III)
Não se trata de medo, ou de covardia. É apenas uma defesa, um resquício de um passado afundado na lama, que grudou em nossas botas e agora espalha sujeira em todo lugar. Eu não sei como cheguei aqui, também não sei como sair. Mais uma coisa é certa, eu não irei desistir.
Suicídio.
A falsidade me enoja cada vez mais.
O repúdio a própria vida é uma rotina.
O contraste entre a dor e a felicidade ruiu,
Tudo hoje não passa de agonia.
O suicídio é cada vez mais sedutor,
O rum amargo que afaga a dor.
O meu peito reza orações proibidas,
O afã de tristeza me domina.
Rasgue a alma em mil pedaços,
E cada um deles terá uma sina.
Cada um deles será uma parte da cortina,
Que esconde do público a tragédia mais bela.
Morte sente ao meu lado.
Tome uma xícara de café frio
A peça mais deprimente irá começar,
Estrearei o palco vazio.
O palhaço -que se faz de poeta dirá,
Que tentou, que tentou amar,
Como uma marionete quebrada tenta
Imitar...
Encenando as falas
Dentre vós tão bem conhecidas,
Que calem a dor, que matem as fadas;
Que toda dor vire morfina.
Chama-me, domina-me em teus braços!
O mais certo de todos os acasos.
Para uma última cena, o ultimo suplício.
O poeta cometerá suicídio.
"O que chamamos vida é uma verdadeira morte. A nossa alma só começa a viver quando, livres dos entraves do corpo, participa da eternidade e, de fato, as antigas tradições nos ensinam que a morte foi concedida pelos deuses imortais, como recompensa aos que eles amavam." (Cícero)
Suicídio.
A falsidade me enoja cada vez mais.
O repúdio a própria vida é uma rotina.
O contraste entre a dor e a felicidade ruiu,
Tudo hoje não passa de agonia.
O suicídio é cada vez mais sedutor,
O rum amargo que afaga a dor.
O meu peito reza orações proibidas,
O afã de tristeza me domina.
Rasgue a alma em mil pedaços,
E cada um deles terá uma sina.
Cada um deles será uma parte da cortina,
Que esconde do público a tragédia mais bela.
Morte sente ao meu lado.
Tome uma xícara de café frio
A peça mais deprimente irá começar,
Estrearei o palco vazio.
O palhaço -que se faz de poeta dirá,
Que tentou, que tentou amar,
Como uma marionete quebrada tenta
Imitar...
Encenando as falas
Dentre vós tão bem conhecidas,
Que calem a dor, que matem as fadas;
Que toda dor vire morfina.
Chama-me, domina-me em teus braços!
O mais certo de todos os acasos.
Para uma última cena, o ultimo suplício.
O poeta cometerá suicídio.
"O que chamamos vida é uma verdadeira morte. A nossa alma só começa a viver quando, livres dos entraves do corpo, participa da eternidade e, de fato, as antigas tradições nos ensinam que a morte foi concedida pelos deuses imortais, como recompensa aos que eles amavam." (Cícero)
sexta-feira, 26 de junho de 2009
A tristeza (Parte II)
A solidão é o ofício dos loucos por excelência, a poesia é o ofício dos loucos por vocação.*(Diário-framento.)*
Vampiro.
Como eu ousei,
Tocar no sangue do inocente?
Será que perdi,
O pouco que restava de gente?
A bebida que corre viscosa,
Tocando meus lábios carmim.
Atenua meu fim,
Prolonga minha vida morta.
Como eu ousei?
Beber de teu corpo o soluto
Será que enterrei?
Minhas dores, meu luto.
A tua existência perene,
Tua pele cor de âmbar
Há de viver para sempre
Em meu peito, teu lar.
Tua vida, tão curta.
Há de permanecer.
Nas veias obscuras,
De meu próprio ser.
Oh Morte, chegue mais perto. Escute o meu choro, o meu choro silencioso. Perdido no tempo, deixado para trás... O fim, o fim do sofrimento é tudo. Morte, chegue mais perto, e nos traga a vida... (DCNM- Drknn.)
Vampiro.
Como eu ousei,
Tocar no sangue do inocente?
Será que perdi,
O pouco que restava de gente?
A bebida que corre viscosa,
Tocando meus lábios carmim.
Atenua meu fim,
Prolonga minha vida morta.
Como eu ousei?
Beber de teu corpo o soluto
Será que enterrei?
Minhas dores, meu luto.
A tua existência perene,
Tua pele cor de âmbar
Há de viver para sempre
Em meu peito, teu lar.
Tua vida, tão curta.
Há de permanecer.
Nas veias obscuras,
De meu próprio ser.
Oh Morte, chegue mais perto. Escute o meu choro, o meu choro silencioso. Perdido no tempo, deixado para trás... O fim, o fim do sofrimento é tudo. Morte, chegue mais perto, e nos traga a vida... (DCNM- Drknn.)
A tristeza (Parte I)
Ah, como o básico me surpreende. As vezes parece que eu vivo em uma condicional, uma prisão sem celas e sem grades que a minha alma criou para não me perder para o mundo.
*(Diário-fragmento)*
Suicídio II
Minha esperança é tão pequena.
Que não cabe nela as necessidades
Tampouco as ínfimas vontades
Para viver-se vida plena.
Então porque luto, insistente?
Permanecendo nesse estado
Eternamente encarcerado.
São grades, meus ossos.
São grandes, meus medos.
Meus músculos e nervos,
Sou intérprete dos mortos.
Então porque vivo, erroneamente?
Um pássaro sem asas trancado
Agonizante e dilacerado.
Minha vida é tão lúgubre,
Que não suporta a realidade
Tampouco a falsidade
Para viver no mundo ocre.
Se o poeta compreende o invisível, o que será que enxergo, senão solidão e trevas? Se a poesia é beleza, porque não me encanta? Aonde está o pranto que derrete a frieza? Eu sou um poeta ou apenas um otário, um qualquer enganado? Porque será que vivo ? Porque será que respiro ? Não sei....
*(Diário-fragmento)*
Suicídio II
Minha esperança é tão pequena.
Que não cabe nela as necessidades
Tampouco as ínfimas vontades
Para viver-se vida plena.
Então porque luto, insistente?
Permanecendo nesse estado
Eternamente encarcerado.
São grades, meus ossos.
São grandes, meus medos.
Meus músculos e nervos,
Sou intérprete dos mortos.
Então porque vivo, erroneamente?
Um pássaro sem asas trancado
Agonizante e dilacerado.
Minha vida é tão lúgubre,
Que não suporta a realidade
Tampouco a falsidade
Para viver no mundo ocre.
Se o poeta compreende o invisível, o que será que enxergo, senão solidão e trevas? Se a poesia é beleza, porque não me encanta? Aonde está o pranto que derrete a frieza? Eu sou um poeta ou apenas um otário, um qualquer enganado? Porque será que vivo ? Porque será que respiro ? Não sei....
domingo, 21 de junho de 2009
Bittersweet. Alleines Leben.
"Break this bittersweet spell on me,
Lost in the arms of destiny."
Bittersweet.
Ainda que fosse possível prender-se a corrente tão frágil da vida humana, estaríamos fadados a tristeza. Ainda que fosse possível mover o mundo, ficariamos parados, esperando que de alguma forma as leis se alterassem, e numa adoração a nossa inexistência, ergueriamos altares a nós mesmos, e brindariamos a nova religião mundial. A religião da ganância.
A vontade irracional congela o homem, o desejo irreal corrompe o homem. A virada do século XXI nos trouxe um olhar cada vez mais profundo, um olhar profundo para o nada.
Ser heróico é ser banal, render-se ao sistema, por nós tão bem aprovado. Preferimos negar o prazer de uma existência superior, e alimentamos o nosso ego com críticas algozes de sonhos, de esperanças.
A ganância modificou o homem de tal forma que os desejos e anseios não existem, existe apenas o que o sistema quer, a vontade dos homens, a liberdade pela qual nossos antepassados derramaram sangue hoje é vendida a preço de merda. Trocamos a nossa felicidade por uma hora de comercial, e talvez quando o programinha ja estiver no fim, nós então iremos parar e nos perguntar, aonde estamos indo ? Alguém realmente sabe ?
Como vocês, meus amados irmãos, eu estou submisso ao mundo, eu estou preso na teia do capitalismo, que passou a controlar o que tinhamos de mais forte, a nossa vontade. E passou a anular o que nós tinhamos de mais precioso, o nosso pensamento.
Meu peito é sufocado, enterrado nas areias do tempo, que não nós dá tempo para nada.
Aonde estamos indo ? O que queremos ?
Será que realmente queremos alguma coisa ???????
Que lúcifer vos ilumine,
Au Revoir.
Lost in the arms of destiny."
Bittersweet.
Ainda que fosse possível prender-se a corrente tão frágil da vida humana, estaríamos fadados a tristeza. Ainda que fosse possível mover o mundo, ficariamos parados, esperando que de alguma forma as leis se alterassem, e numa adoração a nossa inexistência, ergueriamos altares a nós mesmos, e brindariamos a nova religião mundial. A religião da ganância.
A vontade irracional congela o homem, o desejo irreal corrompe o homem. A virada do século XXI nos trouxe um olhar cada vez mais profundo, um olhar profundo para o nada.
Ser heróico é ser banal, render-se ao sistema, por nós tão bem aprovado. Preferimos negar o prazer de uma existência superior, e alimentamos o nosso ego com críticas algozes de sonhos, de esperanças.
A ganância modificou o homem de tal forma que os desejos e anseios não existem, existe apenas o que o sistema quer, a vontade dos homens, a liberdade pela qual nossos antepassados derramaram sangue hoje é vendida a preço de merda. Trocamos a nossa felicidade por uma hora de comercial, e talvez quando o programinha ja estiver no fim, nós então iremos parar e nos perguntar, aonde estamos indo ? Alguém realmente sabe ?
Como vocês, meus amados irmãos, eu estou submisso ao mundo, eu estou preso na teia do capitalismo, que passou a controlar o que tinhamos de mais forte, a nossa vontade. E passou a anular o que nós tinhamos de mais precioso, o nosso pensamento.
Meu peito é sufocado, enterrado nas areias do tempo, que não nós dá tempo para nada.
Aonde estamos indo ? O que queremos ?
Será que realmente queremos alguma coisa ???????
Que lúcifer vos ilumine,
Au Revoir.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Agnus Dei. Carpe Noctem. Carpe Silentium.
Talvez.
Talvez a melhor forma de ser escutado, seja ficar em silêncio. Talvez os maiores pecados residam no silêncio entre duas orações. Talvez ser sacrificado seja mesmo em vão, e não faça diferença multiplicar o pão. Talvez estar alterado seja mesmo inspiração, e todos os versos sejam feitos de ilusão. Talvez o mundo gire por medo de ficar parado. Talvez a menina sorria porque ela quer mesmo ficar ao seu lado. Talvez o melhor acaso seja mesmo o inesperado, talvez o melhor amigo seja mesmo o que está ao seu lado.
Vamos agradecer a Deus pelo talvez. Talvez seja mesmo uma graça. Talvez.
Believe.
Talvez a melhor forma de ser escutado, seja ficar em silêncio. Talvez os maiores pecados residam no silêncio entre duas orações. Talvez ser sacrificado seja mesmo em vão, e não faça diferença multiplicar o pão. Talvez estar alterado seja mesmo inspiração, e todos os versos sejam feitos de ilusão. Talvez o mundo gire por medo de ficar parado. Talvez a menina sorria porque ela quer mesmo ficar ao seu lado. Talvez o melhor acaso seja mesmo o inesperado, talvez o melhor amigo seja mesmo o que está ao seu lado.
Vamos agradecer a Deus pelo talvez. Talvez seja mesmo uma graça. Talvez.
Believe.
Alleine Zu Zweit!
Desamor de um bar.(paixão etílica.).
Quem sentiria a falta?
De um intérprete que bebe,
Ao seio da escuridão uma flor alva.
Quem sentiria a falta
De um sorriso
De uma garçonete
Quem abandonaria o paraíso?
Quem estaria a pensar?
Nos meus medos e na vertigem,
Que move o mundo e congela o lar.
Aonde vive...
Quem amaria
Um garoto triste
Largado num bar?
Quem moveria as peças
Desse jogo tão conhecido
A corda que suspende
O peito reprimido?
Quem perderia o juízo
Quem escreveria o verbete
De felicidade em um poema carpido?
Quem beijaria o louco?
E sentiria o amargo gosto
Da verdade.
Quem abandonaria o pouco
E sentiria no rosto o sopro
Da saudade?
--
O vazio e unidade juntaram-se
Ao ponto de partida de uma chegada inesperada
Cerveja gelada dois copos de bebida
Ferida esquecida caipirinha e cachaça.
O vazio e a unidade resolveram,
Ao ponto de uma chegada para uma partida futura,
Partida repleta de devaneios e pequenas repartições
O vazio mostrou o nada, e a unidade as ilusões.
O vazio e a unidade beberam,
Discutiram argumentaram e discutiram
E há quem diga que entre o primeiro e o terceiro cigarro
Eles evoluiram.
Volles leben, volles leben.
Pakah !
Quem sentiria a falta?
De um intérprete que bebe,
Ao seio da escuridão uma flor alva.
Quem sentiria a falta
De um sorriso
De uma garçonete
Quem abandonaria o paraíso?
Quem estaria a pensar?
Nos meus medos e na vertigem,
Que move o mundo e congela o lar.
Aonde vive...
Quem amaria
Um garoto triste
Largado num bar?
Quem moveria as peças
Desse jogo tão conhecido
A corda que suspende
O peito reprimido?
Quem perderia o juízo
Quem escreveria o verbete
De felicidade em um poema carpido?
Quem beijaria o louco?
E sentiria o amargo gosto
Da verdade.
Quem abandonaria o pouco
E sentiria no rosto o sopro
Da saudade?
--
O vazio e unidade juntaram-se
Ao ponto de partida de uma chegada inesperada
Cerveja gelada dois copos de bebida
Ferida esquecida caipirinha e cachaça.
O vazio e a unidade resolveram,
Ao ponto de uma chegada para uma partida futura,
Partida repleta de devaneios e pequenas repartições
O vazio mostrou o nada, e a unidade as ilusões.
O vazio e a unidade beberam,
Discutiram argumentaram e discutiram
E há quem diga que entre o primeiro e o terceiro cigarro
Eles evoluiram.
Volles leben, volles leben.
Pakah !
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Alleine.
Viver.
É cruel
Ter que levantar a cabeça
E se orgulhar
Do que você mais quer que desapareça.
É a vida.
Implacável, maquiavélica.
Poesia,
Amada bélica.
É o fim
E o inicio também
Alguns versos
Pouco vintém.
É o suicídio,
Doce. Sedutor.
A ultima dose,
De licor.
É cruel,
Continuar vivendo
Enquanto
O mundo a sua volta está morrendo.
Enquanto não vem,
A sorte.
Da morte.
Eu faço uma rima pobre,
Amém.
É cruel
Ter que levantar a cabeça
E se orgulhar
Do que você mais quer que desapareça.
É a vida.
Implacável, maquiavélica.
Poesia,
Amada bélica.
É o fim
E o inicio também
Alguns versos
Pouco vintém.
É o suicídio,
Doce. Sedutor.
A ultima dose,
De licor.
É cruel,
Continuar vivendo
Enquanto
O mundo a sua volta está morrendo.
Enquanto não vem,
A sorte.
Da morte.
Eu faço uma rima pobre,
Amém.
Alleines Leben.
Desabafo Sincero.
Eu queria não ser tão sozinho,
Eu queria estar sempre errado,
Será que é algum pecado
Pedir um pouco de carinho?
Disse uma vez um anjo,
Rapaz de cabelos cacheados
As necessidades nem sempre,
São as mesmas que os desejos.
Eu queria que ele também,
Estivesse errado.
Eu só queria alguém,
Aqui do meu lado.
Eu queria prender o ar,
Até meu peito parar de bater,
Até o mundo parar de girar.
Eu queria tanto
Mas não quero nada.
Basta um pouco de rock,
E uma cerveja gelada.
Eu queria o mundo todo,
Ou só um pouquinho.
Preferiria até ser louco
Só pra não ser sozinho.
Nous seron ensemble quand la nuit tombe.
Manquez Eternelles, Engel.
Eu queria não ser tão sozinho,
Eu queria estar sempre errado,
Será que é algum pecado
Pedir um pouco de carinho?
Disse uma vez um anjo,
Rapaz de cabelos cacheados
As necessidades nem sempre,
São as mesmas que os desejos.
Eu queria que ele também,
Estivesse errado.
Eu só queria alguém,
Aqui do meu lado.
Eu queria prender o ar,
Até meu peito parar de bater,
Até o mundo parar de girar.
Eu queria tanto
Mas não quero nada.
Basta um pouco de rock,
E uma cerveja gelada.
Eu queria o mundo todo,
Ou só um pouquinho.
Preferiria até ser louco
Só pra não ser sozinho.
Nous seron ensemble quand la nuit tombe.
Manquez Eternelles, Engel.
Dunken Blume
As garotas da minha idade.(Rosas deturpadas).
E eu olhava as garotas daquela turma com um pequeno desgosto, como quem admira uma estátua sem rosto.
Pequenas, frágeis, decadentes. Pequenas rosas covardes, covardes demais para mostrar o seu aroma, mas estúpidas o suficiente para se encantar pela própria beleza.
[...].
E as rosas se perfumavam, se maquiavam... Entorpecendo a luz de suas vestes escarlates, para decair na heterocromia de uma vida sem graça.
Bach, Mozart, Chopin... Teriam eles sentido o mesmo desgosto? Essa raiva mesclada a uma insensatez digna de sala de aula... Pergunto-me que melodias tristes eles tirariam disso.
Beijos sem gosto, sorrisos sem vida e abraços frios. Toda a frieza cabível no ínfimo espaço entre aqueles seios palpitantes e meu tórax esmagador.
Violentamente sedutoras essas antíteses românticas não deixavam se ser rosas, rosas que poluem o jardim de qualquer poeta. Com toda a sua graça infame, seu vazio repleto de um conteúdo inútil, elas se multiplicam na velocidade da ignorância, na mesma freqüência em que a ganância corrompe e distorce qualquer chance de sobrevivência. Rosas vivas, rosas para os mortos. Acho que tudo começou nesse ponto, na intercessão entre o jardineiro solitário e a rosa ordinária.
Se possível esse texto deveria ser lido de trás pra frente, da mesma forma como elas se destroem, desabrochando de fora para dentro.
E eu olhava as garotas daquela turma com um pequeno desgosto, como quem admira uma estátua sem rosto.
Pequenas, frágeis, decadentes. Pequenas rosas covardes, covardes demais para mostrar o seu aroma, mas estúpidas o suficiente para se encantar pela própria beleza.
[...].
E as rosas se perfumavam, se maquiavam... Entorpecendo a luz de suas vestes escarlates, para decair na heterocromia de uma vida sem graça.
Bach, Mozart, Chopin... Teriam eles sentido o mesmo desgosto? Essa raiva mesclada a uma insensatez digna de sala de aula... Pergunto-me que melodias tristes eles tirariam disso.
Beijos sem gosto, sorrisos sem vida e abraços frios. Toda a frieza cabível no ínfimo espaço entre aqueles seios palpitantes e meu tórax esmagador.
Violentamente sedutoras essas antíteses românticas não deixavam se ser rosas, rosas que poluem o jardim de qualquer poeta. Com toda a sua graça infame, seu vazio repleto de um conteúdo inútil, elas se multiplicam na velocidade da ignorância, na mesma freqüência em que a ganância corrompe e distorce qualquer chance de sobrevivência. Rosas vivas, rosas para os mortos. Acho que tudo começou nesse ponto, na intercessão entre o jardineiro solitário e a rosa ordinária.
Se possível esse texto deveria ser lido de trás pra frente, da mesma forma como elas se destroem, desabrochando de fora para dentro.
sábado, 30 de maio de 2009
Alleine.
Queria que o dia não passasse em branco.
Mas passou.
Enfim,
tem aqui um poeminha bem legal, pra enfeitar o blog.
(é eu sei, eu to numa inércia fudida)
Estupidez de um devaneio.
Sôfrega, eterna dualidade,
Entre a doce imaginação
E o caos da realidade.
Doce, vã, ébrio.
Sorrir no cemitério,
Amar na cidade.
Oh, céus que rasgam em trovas!
Com tuas nuvens cheias de lágrimas
Vem sublimar de meu peito
Esse árido, cálido devaneio.
Oh morte que tarda a cair!
Na primavera de nossa idade
Aonde as rosas desabrocham
[covardes]!
Nefasto, são, suicídios.
Carpir no hospício,
Orar pela eternidade.
Dúvida cala-te.
Abasta-te deste covarde!
Aonde tudo é feito de dor,
Aonde o amor é mera
[Casualidade].
Au revoir.
Mas passou.
Enfim,
tem aqui um poeminha bem legal, pra enfeitar o blog.
(é eu sei, eu to numa inércia fudida)
Estupidez de um devaneio.
Sôfrega, eterna dualidade,
Entre a doce imaginação
E o caos da realidade.
Doce, vã, ébrio.
Sorrir no cemitério,
Amar na cidade.
Oh, céus que rasgam em trovas!
Com tuas nuvens cheias de lágrimas
Vem sublimar de meu peito
Esse árido, cálido devaneio.
Oh morte que tarda a cair!
Na primavera de nossa idade
Aonde as rosas desabrocham
[covardes]!
Nefasto, são, suicídios.
Carpir no hospício,
Orar pela eternidade.
Dúvida cala-te.
Abasta-te deste covarde!
Aonde tudo é feito de dor,
Aonde o amor é mera
[Casualidade].
Au revoir.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Alleine...
Larguei os cigarros pela vigésima vez.
Larguei por amor e por insensatez.
Na verdade eu larguei mesmo porque uma mocinha pode querer algo comigo,
e me oferecer abrigo.
Larguei mesmo porque o abrigo pode oferecer uma mocinha,
e querer algo digno.
Larguei o digno porque ofereci uma mocinha,
e me ferir algo insípido.
Larguei o amor porque feri a insensatez, e pedi abrigo pela vigésima vez.
Larguei a vida porque era doce,
Larguei a cor porque era ocre,
Larguei antes sofre,
Larguei antes s
Larguei an
Larg
Lar
L.
-
A questão do suicídio
A eterna dualidade
Continuar no hospício?
Ou buscar a eternidade....
-
Portões pretos, salas fechadas, gente fria.
Gente fechada, salas pretas, portões frios.
Ah, o vazio,
Amem o vazio!
AMEM O VAZIO!
E vida a nossa indiferença.
Essa é pra você, caos.
Au revoir.
Larguei por amor e por insensatez.
Na verdade eu larguei mesmo porque uma mocinha pode querer algo comigo,
e me oferecer abrigo.
Larguei mesmo porque o abrigo pode oferecer uma mocinha,
e querer algo digno.
Larguei o digno porque ofereci uma mocinha,
e me ferir algo insípido.
Larguei o amor porque feri a insensatez, e pedi abrigo pela vigésima vez.
Larguei a vida porque era doce,
Larguei a cor porque era ocre,
Larguei antes sofre,
Larguei antes s
Larguei an
Larg
Lar
L.
-
A questão do suicídio
A eterna dualidade
Continuar no hospício?
Ou buscar a eternidade....
-
Portões pretos, salas fechadas, gente fria.
Gente fechada, salas pretas, portões frios.
Ah, o vazio,
Amem o vazio!
AMEM O VAZIO!
E vida a nossa indiferença.
Essa é pra você, caos.
Au revoir.
domingo, 24 de maio de 2009
Alleine, Alleine...
Lolita, ou Poema da praça.
(Livremente inspirado em Vladimir Nabokov)
Sua lascívia sólida como uma corrente enferrujada,
Destila em instantes seu cheiro ocre e vil
Viril, Tão viril monstro se entrega à dança.
Fuzila o corpo seminu, reluzente criança;
Projéteis de loucuras já tão refreadas
Disfarçando do mundo seu pecado estéril.
A castidade dançante entre mundos,
Colore com teus seios a loucura errante
Disfarçado atrás do homem alto e sedutor.
Embriagado com uma flor de perfume distante,
O monstro sutil, tacitamente entregue ao amor.
O objeto de desejo tão puro e delicado,
Que quase distorce por completo o pecado
O sentimento atroz, de uma precoce alterada;
Tão paradoxalmente delicada e sedutora
Acalma e acende a demoníaca maquinadora
Para sorver em um instante, veneno negado.
Não fosse o contraste castanhos,
Como esferas tuas, de sonhos.
Brotando em tua pele, delicada pintura.
O que seria uma loucura delirante,
O cheiro do corpo macio e auspicioso,
E eu. Monstruoso passante.
Direitos Reservados.
Reservo-me também ao direito de, fora dos poemas, usar linguagem barata.
Au Revoir.
(Livremente inspirado em Vladimir Nabokov)
Sua lascívia sólida como uma corrente enferrujada,
Destila em instantes seu cheiro ocre e vil
Viril, Tão viril monstro se entrega à dança.
Fuzila o corpo seminu, reluzente criança;
Projéteis de loucuras já tão refreadas
Disfarçando do mundo seu pecado estéril.
A castidade dançante entre mundos,
Colore com teus seios a loucura errante
Disfarçado atrás do homem alto e sedutor.
Embriagado com uma flor de perfume distante,
O monstro sutil, tacitamente entregue ao amor.
O objeto de desejo tão puro e delicado,
Que quase distorce por completo o pecado
O sentimento atroz, de uma precoce alterada;
Tão paradoxalmente delicada e sedutora
Acalma e acende a demoníaca maquinadora
Para sorver em um instante, veneno negado.
Não fosse o contraste castanhos,
Como esferas tuas, de sonhos.
Brotando em tua pele, delicada pintura.
O que seria uma loucura delirante,
O cheiro do corpo macio e auspicioso,
E eu. Monstruoso passante.
Direitos Reservados.
Reservo-me também ao direito de, fora dos poemas, usar linguagem barata.
Au Revoir.
Alleine...
Sigo claudicamente na leitura de minha amada Lolita, permitam que eu a tome por minha pois acompanhou-me durante as últimas horas.
Faz tempo não me sinto entorpecido por uma leitura romântica... e a genialidade deste russo tão memorável fez com que eu entrasse em um outro mundo, um mundo puramente excêntrico e horrivelmente real, fazendo com que eu questionasse pensamentos adormecidos na minha psique já faz um bom tempo.
Eis um simples texto de ponta de faca, esmurrado de minha inspiração e aqui esposto, visceralmente, num domingo agradabilíssimo.
----
A vida nada mais é que uma batalha, um eterno conflito de paz aonde o espírito nada mais é, que senão um pobre escravo das emoções dos devaneios Humanos.
Quando se é jovem, desafiar a vida, essa chama intrépida e voluptuosa, torna-se um hábito, dispondo-se a apagar por um descuido qualquer de nossa efemeridade.
----
Mais tarde vem coisa melhor, porquanto é só... assim que providenciar uma garrafa de vinho, e o clima amenizar, eu volto a postar.
Au Revoir.
Faz tempo não me sinto entorpecido por uma leitura romântica... e a genialidade deste russo tão memorável fez com que eu entrasse em um outro mundo, um mundo puramente excêntrico e horrivelmente real, fazendo com que eu questionasse pensamentos adormecidos na minha psique já faz um bom tempo.
Eis um simples texto de ponta de faca, esmurrado de minha inspiração e aqui esposto, visceralmente, num domingo agradabilíssimo.
----
A vida nada mais é que uma batalha, um eterno conflito de paz aonde o espírito nada mais é, que senão um pobre escravo das emoções dos devaneios Humanos.
Quando se é jovem, desafiar a vida, essa chama intrépida e voluptuosa, torna-se um hábito, dispondo-se a apagar por um descuido qualquer de nossa efemeridade.
----
Mais tarde vem coisa melhor, porquanto é só... assim que providenciar uma garrafa de vinho, e o clima amenizar, eu volto a postar.
Au Revoir.
sábado, 23 de maio de 2009
Alleine...
Meios de comuniação, dezenas. Fale o quanto quiser, diga sempre o que puder, pois nós somos medidos pelas nossas palavras.
Afinal, é o seculo do conhecimento... aonde milhares falam e alguns poucos escutam, aonde a atenção é um bem raro, e muitíssimo proucurado.
O que faço eu aqui ? Sinceramente não tenho muita idéia, mas existe a probabilidade, ainda que pequena e insensata, de que prestem atenção no que digo... e isso faça alguma diferença.
Afinal, é o seculo do conhecimento... aonde milhares falam e alguns poucos escutam, aonde a atenção é um bem raro, e muitíssimo proucurado.
O que faço eu aqui ? Sinceramente não tenho muita idéia, mas existe a probabilidade, ainda que pequena e insensata, de que prestem atenção no que digo... e isso faça alguma diferença.
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