domingo, 24 de maio de 2009

Alleine, Alleine...

Lolita, ou Poema da praça.

(Livremente inspirado em Vladimir Nabokov)

Sua lascívia sólida como uma corrente enferrujada,
Destila em instantes seu cheiro ocre e vil
Viril, Tão viril monstro se entrega à dança.
Fuzila o corpo seminu, reluzente criança;
Projéteis de loucuras já tão refreadas
Disfarçando do mundo seu pecado estéril.

A castidade dançante entre mundos,
Colore com teus seios a loucura errante
Disfarçado atrás do homem alto e sedutor.
Embriagado com uma flor de perfume distante,
O monstro sutil, tacitamente entregue ao amor.

O objeto de desejo tão puro e delicado,
Que quase distorce por completo o pecado
O sentimento atroz, de uma precoce alterada;
Tão paradoxalmente delicada e sedutora
Acalma e acende a demoníaca maquinadora
Para sorver em um instante, veneno negado.

Não fosse o contraste castanhos,
Como esferas tuas, de sonhos.
Brotando em tua pele, delicada pintura.
O que seria uma loucura delirante,
O cheiro do corpo macio e auspicioso,
E eu. Monstruoso passante.

Direitos Reservados.


Reservo-me também ao direito de, fora dos poemas, usar linguagem barata.
Au Revoir.

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