terça-feira, 11 de agosto de 2009

Alleine.

O mar da solidão.
Sobre um coração que sonha.


Quantas lágrimas eu chorei,
Sem poder esperar
Sem ouvir um som diferente
Do calmo barulho do mar.

Esse infinito foi meu amigo,
Meu presente e minha maldição
Foi o elo perdido
Entre minha alma e a solidão.

E quando o mar se revolta,
As ondas mudam a sinfonia
Que se mistura ao grito das gaivotas
É a doce sinfonia da vida.

Já se foram tantos anos,
Tão longe de serem concretos
Tão unicamente singelos,
Tão banhados de enganos.

Eu estou com o resto,
O que sobrou de
Apenas um coração partido
Em milhares de conchas do mar.

Quanto tempo ainda tenho,
Sufocado nessa monotonia
De ser um oceano inteiro
Sem uma única alegria.

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