Meus sonhos mortos.
Caem desfalecidos e beijam o chão,
Pela lâmina do algoz, o Tempo
Atravessa iluminado, véu da escuridão
No âmago das trevas desfiz o juramento.
Lá se vai ao longe os sonhos mortos,
Para a terra de sereias e magia,
A terra onde eu jamais tocaria
O cemitério da flor de lótus.
A pele alva, paixão e o esquecimento
Com demônios e anjos eu caminhei
Sobre meu ombro o reino do desalento,
Sobre minha cabeça a coroa de rei.
E lá se vão, meus sonhos trucidados,
Onde nenhum ser foi convidado
O cemitério, a dor e a cruz.
O berço d'um mago da luz.
Jaz, como passado diluído em vida,
As minhas amargas ilusões perdidas.
E agora, eu sou um nada
Lobo sem garras, guerreiro sem espada.
Abandono, e sigo para o horizonte
Remadas lentas no mar da morte,
Abandonei a maldição de Caronte
E agora sigo, minha própria sorte.
Você está mais corado, não está?
Muito belo o poema, vejo que tu continuas sempre bem inspirado. Um abraço amigo.
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