segunda-feira, 29 de junho de 2009

A tristeza. (Parte final).

A luta dos 100x1. (Mar de incertezas.)

Não há mais nada, nem sentimento, nem dor ou covardia. Os anseios resolutos entregaram as armas, não há mais guardas em frente ao meu coração. A tumba onde um dia se encontrou um poeta morto está vazia, os dias escuros que um dia povoaram minha existência deram-se por terminados. A magia, a dúvida, hoje já não machucam. Com a curiosidade de quem esquece algo importante e axa subitamente, eu reencontrei a vida. O suicídio deu-se por completo, aquele que um dia vos escreveu está morto. A poesia morta agora é poesia viva. A dor amarga hoje é a flor amiga. A vida passada jamais será esquecida, pois nem só de loucuras vive o poeta, mas também da realidade, que vai aos poucos colorindo o quadro da existência. A marcha dos 100 cessou, assim como o som do silêncio, que tapava meus ouvidos para o mundo.


Que a luz multiplique-se em vossos corações.
Assim seja.

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