quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Alone, forever alone.

Tava visitando o orkut, pra não deixar as pessoas sem avisos e sem respostas, eu tô numa daquelas épocas em que eu preciso me fechar, me reconstruir e passar por uma fase muito difícil, todo dia tem sido uma batalha, toda batalha tem sido uma chance de recuperar o sentido de viver.
Eu preciso me desviciar disso aqui também, pra ser sincero. A internet me puxa muito tempo, o computador é uma das únicas coisas que alivia a minha torrente dolorosa de pensamentos, que está sempre presente.
Bateu uma crise de inspiração, boa também pra repensar o efeito que esse blog tem na minha vida, quantas pessoas será que lêem? Sabe, é mó felicidade quando eu olho e vejo um ou dois comentários em um poema ou texto meu, mas é aquela felicidade boba e pobre, tipo esperar que a garota mais bonita da sala olhe pra você.
Enfim, não estou desmerecendo ninguém, a minha vida precisa mesmo é ser rearrumada, mas eu só consigo fazer isso isolado.
O amor teve um peso muito forte na minha vida esse ano, e moveu tudo de cabeça pra baixo. Graças a Deus, porquê eu já tinha me acostumado, e o preço de quem se acostuma é baixar a cabeça. Eu não posso nunca jamais baixar a cabeça, talvez outra pessoa que não eu.
É meio óbvio, mas dizer as coisas aqui é como dizer pra si mesmo.
Talvez uma forma, até meio utópica, de tentar estabelecer um contato.
De pensar que um dia, alguém iria se interessar por mim, conhecer o Adonay por completo, e mesmo assim amá-lo. Utopia ou não, é um belo sonho, não concordam?
Enfim, eu tô cansado de tristeza, e tudo o que existe ao meu redor é tristeza, o rock é a minha agressividade minha forma de alívio. Ou seja, estou tendo que fugir até da música.
Eu não sei pra onde eu estou indo, mas acredito que a direção seja a da luz, e que ficar parado seja muito pior que tentar.
Enfim gente, é isso. Meus caros leitores, meus utópicos leitores, obrigado pelo pouco que fizeram por mim. Não que se houvesse um milhão de visitas diárias mudaria muita coisa.
É, solitário, cheio de dores no passado. Meu coração tá mais pra colcha de retalhos que pra qualquer outra coisa.
Mas até uma colcha de retalhos esquenta as vezes, né?



Au Revoir, como sempre.

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