Saudade,
Eu sinto a sua falta.
Não sei se devia,
Mas quando o meu coração se exalta
É você que se anuncia
Com seu perfume de pêssego e cobre
Tua alma tão clara
Teu sorriso tão nobre.
Eu sinto saudade,
Dos teus olhos verdes.
Eu sinto falta,
Do teu cabelo escorrido
Do teu jeito sofrido
De menina dos prazeres.
Eu sinto teu corpo,
Como se estivesse aqui do lado
No mais belo pecado
Em um retrato solto
Da parede do meu quarto
Eu pintaria um quadro.
Eu sinto teu sorriso
O cheiro da sua boca
A tua formosura tão louca
Quanto tua ausência de palavras.
Eu te queria comigo
Só pra ficar em silêncio
Pois teus seios são meu abrigo
Teu aroma o meu incenso.
Eu sei que não devia,
Pois as vezes te esqueço.
Mas quando volta tua memória
O tempo é mais lento
A vida é mais fria
Se você não está aqui.
Então menina,
Vem comigo e esquece esses nomes,
Que inventaram para regular os homens.
Esquece do mundo e da sociedade
Pois o amor é a única verdade.
E eu juro, eu estou com saudade.
sábado, 25 de julho de 2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Fome.
Irmãos e irmãs
Filhos e filhas.
Todos dominados pela mesma ira,
Todos tocados pelo afã
De pertencer a raça humana
E fazer cada segundo da sua vida
Como se fosse na cama .
Todos corroídos pela ferrugem,
Devorando contentes e ferozes
Como sons repetidos que iludem
A voz de um alaúde
Até que nos saúdem,
Com a amada sorte. (Tin Tin)
Corre, corre e foge.
Porque quando tem fome,
O homem é mais homem
O homem é mais menino
Com um eterno sarcasmo,
Como se todo segundo vivido
Fosse o mais belo orgasmo.
Filhos e filhas.
Todos dominados pela mesma ira,
Todos tocados pelo afã
De pertencer a raça humana
E fazer cada segundo da sua vida
Como se fosse na cama .
Todos corroídos pela ferrugem,
Devorando contentes e ferozes
Como sons repetidos que iludem
A voz de um alaúde
Até que nos saúdem,
Com a amada sorte. (Tin Tin)
Corre, corre e foge.
Porque quando tem fome,
O homem é mais homem
O homem é mais menino
Com um eterno sarcasmo,
Como se todo segundo vivido
Fosse o mais belo orgasmo.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
[...]
A Utopia.
Se um dia eu pudesse ter um dom certamente seria o dom do silêncio. Todo fim de amor, toda briga involuntária, todo orgasmo fingido silenciaria. O mundo ficaria cinco minutos afundando no mais absoluto silêncio, aonde toda palavra desnecessária não seria pronunciada.
Os seres humanos viajariam pela rota mais cruel e tortuosa de todas, a rota interna. A rota frequentemente alterada, seja por nossas paixões, seja pelas nossas amadas drogas.
E então nos amaríamos, estaria presente a mais subjectiva e divina presença do homem, que não pode ser vista, descrita, ou muito menos falada. Ela só pode ser amada, de forma única e sincera, assim como aquele que amou a todos nós.
E após os cinco minutos de silêncio, todo homem pegaria sua enxada e cultivaria sua terra, pois toda inveja e ganância seria desnecessária. Todo homem agradeceria a Deus debaixo de sua macieira, aonde o fruto da discórdia voltaria para a árvore, regurgitado pelo amor.
Se eu não fosse sincero comigo mesmo, seria louco. Afinal, alguém em estado são escrever um texto anarco-cristão não nos soa muito racional....
Au Revoir :*
Se um dia eu pudesse ter um dom certamente seria o dom do silêncio. Todo fim de amor, toda briga involuntária, todo orgasmo fingido silenciaria. O mundo ficaria cinco minutos afundando no mais absoluto silêncio, aonde toda palavra desnecessária não seria pronunciada.
Os seres humanos viajariam pela rota mais cruel e tortuosa de todas, a rota interna. A rota frequentemente alterada, seja por nossas paixões, seja pelas nossas amadas drogas.
E então nos amaríamos, estaria presente a mais subjectiva e divina presença do homem, que não pode ser vista, descrita, ou muito menos falada. Ela só pode ser amada, de forma única e sincera, assim como aquele que amou a todos nós.
E após os cinco minutos de silêncio, todo homem pegaria sua enxada e cultivaria sua terra, pois toda inveja e ganância seria desnecessária. Todo homem agradeceria a Deus debaixo de sua macieira, aonde o fruto da discórdia voltaria para a árvore, regurgitado pelo amor.
Se eu não fosse sincero comigo mesmo, seria louco. Afinal, alguém em estado são escrever um texto anarco-cristão não nos soa muito racional....
Au Revoir :*
Eu não consigo odiar ninguém.
Só.
Afinal, quando é o fim?
Será que ele se anuncia, com milhares de cartazes sórdidos e fogos de artifício incolores e silenciosos?
Afinal, existem fim?
Será que as almas não continuam, na sua jornada de alma, a continuar?
E aí meu amigo, me responde, me de uma resposta Jungiana, Kantiana, uma resposta banana.
Será que a solidão tem fim?
Ou será que as coisas simplesmente continuam?
Será, Meu Deus, que o fim é tão grande que nós achamos ser o começo?
Porque quando eu acho que tá tudo começando, é porquê já tá no fim, e a luz distante do fim do túnel vem e te da uma porrada no meio da cara. Aí você levanta, cambaleante e tenta convencer-se friamente de que isso e normal e vai passar, afinal com um pouquinho de miopia sagrada você vê não uma, mas milhares de luzes no final do túnel.
Ai, Que vontade que dá de parar!
Mas você já seguiu demais, você nem se lembra onde e porquê começou, mas lembra que uma vontade infindável te faz caminhar, consegue fazer você se arrastar dolorosamente, ou pular de alegria.( Nesses momentos você esquece do túnel). Aí quando você cai, vem sempre uma alma bondosa pra te carregar, e quando você olha já tá la na frente e não sabe como chegou.
Mas as luzes continuam.
Com toda a velocidade e magnitude as luzes te acertam, umas esbarram em ferimentos tão antigos que você não sente, umas outras luzes você acha ser pequena, quando na verdade é um caminhão cegonha de 22m. E todas as luzes passam, pelo seu corpo opaco. Ficam presos no fundo do seu espelho de duas faces, lá no âmago de toda consciência humana.
Mas der repente uma luz, diferente de tudo...
Você olha pro fundo do seu ser, para as olhas de batalha e imensidão e diz, VITÓRIA. Porque nenhum fim, nenhuma luz do fim do túnel é capaz de te tirar a sua experiência, e nessa experiência consta um presente magnífico que Deus deu a todos nós, a simples capacidade de retesar os músculos da face. Deus nos deu o sorriso, e o sorriso adia qualquer fim.
Afinal, quando é o fim?
Será que ele é tão longínquo quanto a Alquimia, ou tão próximo quanto a sua Academia?
Porque eu estou sem surpresas, eu estou sem vontade.
Estou apenas vendo as luzes, cada vez mais rápido.
No fundo no fundo mesmo, ninguém quer que acabe.
Na dúvida, sorria.
Au Revoir.
Afinal, quando é o fim?
Será que ele se anuncia, com milhares de cartazes sórdidos e fogos de artifício incolores e silenciosos?
Afinal, existem fim?
Será que as almas não continuam, na sua jornada de alma, a continuar?
E aí meu amigo, me responde, me de uma resposta Jungiana, Kantiana, uma resposta banana.
Será que a solidão tem fim?
Ou será que as coisas simplesmente continuam?
Será, Meu Deus, que o fim é tão grande que nós achamos ser o começo?
Porque quando eu acho que tá tudo começando, é porquê já tá no fim, e a luz distante do fim do túnel vem e te da uma porrada no meio da cara. Aí você levanta, cambaleante e tenta convencer-se friamente de que isso e normal e vai passar, afinal com um pouquinho de miopia sagrada você vê não uma, mas milhares de luzes no final do túnel.
Ai, Que vontade que dá de parar!
Mas você já seguiu demais, você nem se lembra onde e porquê começou, mas lembra que uma vontade infindável te faz caminhar, consegue fazer você se arrastar dolorosamente, ou pular de alegria.( Nesses momentos você esquece do túnel). Aí quando você cai, vem sempre uma alma bondosa pra te carregar, e quando você olha já tá la na frente e não sabe como chegou.
Mas as luzes continuam.
Com toda a velocidade e magnitude as luzes te acertam, umas esbarram em ferimentos tão antigos que você não sente, umas outras luzes você acha ser pequena, quando na verdade é um caminhão cegonha de 22m. E todas as luzes passam, pelo seu corpo opaco. Ficam presos no fundo do seu espelho de duas faces, lá no âmago de toda consciência humana.
Mas der repente uma luz, diferente de tudo...
Você olha pro fundo do seu ser, para as olhas de batalha e imensidão e diz, VITÓRIA. Porque nenhum fim, nenhuma luz do fim do túnel é capaz de te tirar a sua experiência, e nessa experiência consta um presente magnífico que Deus deu a todos nós, a simples capacidade de retesar os músculos da face. Deus nos deu o sorriso, e o sorriso adia qualquer fim.
Afinal, quando é o fim?
Será que ele é tão longínquo quanto a Alquimia, ou tão próximo quanto a sua Academia?
Porque eu estou sem surpresas, eu estou sem vontade.
Estou apenas vendo as luzes, cada vez mais rápido.
No fundo no fundo mesmo, ninguém quer que acabe.
Na dúvida, sorria.
Au Revoir.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Alleine Zu Zweit.
Solidão.
Pergunto-me porque prendo tanta atenção ao fugaz, ao indurável. Ao fato de querer amar algo que já nasce pronto pra morrer. Mas é que quando ele nasce, tão belo aborto amoroso, eu me encanto, e me deixo lever por uma vã e breve esperança.
Pergunto-me porque ela se arrasta, e quando menos esperamos, abre asas. Voa raso em nossas mentes, nossos corações, a doce solidão. Como um poema sem versos, como uma chuva sem gotas, sentimo-nos incompletos. Dotada de tamanha grandeza, faz diminuto meus sorrisos, faz longínquo meus pensamentos. Será que amo? Será que sonho? Não sei. A única certeza é de que para sempre serei solitário, eterno otário de cabeça erguida, cavaleiro solitário das almas perdidas.
Pergunto-me porque certos sorrisos me cativam, se é pior ou melhor viver sem eles. Pergunto-me porque às vezes só a amizade não é suficiente, porque as vezes eu quero algo mais quente.
Pergunto-me, e nessa torrente de perguntas irrespondíveis e incalculáveis horas de sentimentos fortes e breves como raios, minha alma inunda. O meu peito está transbordado, transbordado de um amor distante e insuficiente, o meu peito está transbordado de solidão.
Au Revoir,
Lorde Carontes.
Pergunto-me porque prendo tanta atenção ao fugaz, ao indurável. Ao fato de querer amar algo que já nasce pronto pra morrer. Mas é que quando ele nasce, tão belo aborto amoroso, eu me encanto, e me deixo lever por uma vã e breve esperança.
Pergunto-me porque ela se arrasta, e quando menos esperamos, abre asas. Voa raso em nossas mentes, nossos corações, a doce solidão. Como um poema sem versos, como uma chuva sem gotas, sentimo-nos incompletos. Dotada de tamanha grandeza, faz diminuto meus sorrisos, faz longínquo meus pensamentos. Será que amo? Será que sonho? Não sei. A única certeza é de que para sempre serei solitário, eterno otário de cabeça erguida, cavaleiro solitário das almas perdidas.
Pergunto-me porque certos sorrisos me cativam, se é pior ou melhor viver sem eles. Pergunto-me porque às vezes só a amizade não é suficiente, porque as vezes eu quero algo mais quente.
Pergunto-me, e nessa torrente de perguntas irrespondíveis e incalculáveis horas de sentimentos fortes e breves como raios, minha alma inunda. O meu peito está transbordado, transbordado de um amor distante e insuficiente, o meu peito está transbordado de solidão.
Au Revoir,
Lorde Carontes.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Relutância.
A ida.
O sol mostra relutante o primeiro sinal de cansaço,
Deixando apenas a tua prole no espaço.
Repartida, refletida em pedaços vazios.
E enquanto correm no meu corpo mil calafrios,
Eu chego a me perguntar se sou louco,
Faltou-se muito, ou muito pouco.
Afinal aonde estamos indo se nós dois,
Não sabemos o que vem depois.
Se não sabemos se à distância
E a relutância.
Nos deixara a sós,
Nos largará em nós
Frouxos nós do destino.
E caminham, separados.
Como se corressem velozmente mil rios congelados,
No teu sorriso, na tua boca distante.
Relutante.
A largar no espaço cruéis bilhetes rasgados,
Eu estou ao seu lado,
Nesse instante.
Cruel. Soturnos versos despidos sem discrepância,
Estou contigo. Mas é colossal essa distância,
Até que seus dedos, como cordas lançadas ao fundo do abismo.
Despertaram meu beijo, e um abraço sísmico.
Tremeu tua pele, teu carinho venceu o universo,
Finalmente estamos pertos, tão imutavelmente perto,
Que o meu peito aberto deixa escapar o último vazio de morte.
Uma lágrima de felicidade por meus olhos corre,
E eu só quero te beijar, como se corressem mil rios inflamados...
De amor. Ao seu lado.
.
Obrigado por ter dito, ainda que do seu jeito incerto e indeciso, que simplesmente me queria por perto.
Eu não ligo pra nada, o que importa é estar perto de você, e quando isso acontece uma mágica assustadora domina o mundo.
Obrigado por fazer minha vida ainda mais feliz, e por dar forças a essa nova poesia que acontece.
-E você, não quer dizer alguma coisa?
O sol mostra relutante o primeiro sinal de cansaço,
Deixando apenas a tua prole no espaço.
Repartida, refletida em pedaços vazios.
E enquanto correm no meu corpo mil calafrios,
Eu chego a me perguntar se sou louco,
Faltou-se muito, ou muito pouco.
Afinal aonde estamos indo se nós dois,
Não sabemos o que vem depois.
Se não sabemos se à distância
E a relutância.
Nos deixara a sós,
Nos largará em nós
Frouxos nós do destino.
E caminham, separados.
Como se corressem velozmente mil rios congelados,
No teu sorriso, na tua boca distante.
Relutante.
A largar no espaço cruéis bilhetes rasgados,
Eu estou ao seu lado,
Nesse instante.
Cruel. Soturnos versos despidos sem discrepância,
Estou contigo. Mas é colossal essa distância,
Até que seus dedos, como cordas lançadas ao fundo do abismo.
Despertaram meu beijo, e um abraço sísmico.
Tremeu tua pele, teu carinho venceu o universo,
Finalmente estamos pertos, tão imutavelmente perto,
Que o meu peito aberto deixa escapar o último vazio de morte.
Uma lágrima de felicidade por meus olhos corre,
E eu só quero te beijar, como se corressem mil rios inflamados...
De amor. Ao seu lado.
.
Obrigado por ter dito, ainda que do seu jeito incerto e indeciso, que simplesmente me queria por perto.
Eu não ligo pra nada, o que importa é estar perto de você, e quando isso acontece uma mágica assustadora domina o mundo.
Obrigado por fazer minha vida ainda mais feliz, e por dar forças a essa nova poesia que acontece.
-E você, não quer dizer alguma coisa?
domingo, 12 de julho de 2009
Zero.
Poema da estrada.
Tão simples, tão próximo.
Que quase posso tocar no ócio,
Das nuvens congeladas pelo final da tarde
Para então condensar-se
E molharem a minha lápide.
Quase posso ouvir
O som do futuro se despedaçando,
O som do chão se molhando
Eternamente eu estive
Eu estive em um engano.
Então, grita!
Rasga o silêncio dos céus com tua fúria,
A fatalidade de meu olhar perdido no tempo
Apenas deixe-me atento
Para uma última loucura...
Poema escrito no próprio blog, sem muitas preocupações com nada.
Farewell. :*
Tão simples, tão próximo.
Que quase posso tocar no ócio,
Das nuvens congeladas pelo final da tarde
Para então condensar-se
E molharem a minha lápide.
Quase posso ouvir
O som do futuro se despedaçando,
O som do chão se molhando
Eternamente eu estive
Eu estive em um engano.
Então, grita!
Rasga o silêncio dos céus com tua fúria,
A fatalidade de meu olhar perdido no tempo
Apenas deixe-me atento
Para uma última loucura...
Poema escrito no próprio blog, sem muitas preocupações com nada.
Farewell. :*
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Small piece of heaven.
O caminho. (Releitura Drummond).
No meio das pedras tinha um caminho,
Tinha um caminho no meio das pedras.
Tinha um caminho
No meio das pedras.
Aonde tudo era tão nada
Tinha um caminho
No meio das pedras.
Jamais desistirei de fato,
Sigo com a fé renovada.
No meio das pedras
Tinha um caminho.
[que eu segui sozinho]
Tinha um caminho
No meio das pedras.
Removi as pedras e criei um caminho.
Tinha um caminho. Sim.
Tinha um caminho no meio das pedras.
No meio das pedras tinha um caminho,
Tinha um caminho no meio das pedras.
Tinha um caminho
No meio das pedras.
Aonde tudo era tão nada
Tinha um caminho
No meio das pedras.
Jamais desistirei de fato,
Sigo com a fé renovada.
No meio das pedras
Tinha um caminho.
[que eu segui sozinho]
Tinha um caminho
No meio das pedras.
Removi as pedras e criei um caminho.
Tinha um caminho. Sim.
Tinha um caminho no meio das pedras.
sábado, 4 de julho de 2009
Six feet from the edge
And Im thinking, maybe six feet is so far down...
A própria nostalgia se misturando a felicidade formando uma espécie de veneno doce, de dor amigável, ou qualquer coisa clichê que soe parecido...
Coitado do homem que acha que pode viver sem ninguém, coitado daquele que vive na escuridão, na solidão e não consegue ver além disso.
"pobre do homem que confia no homem"..
Será apenas uma prisão, ou o começo da liberdade?
O que afinal é a solidão? Será que alguém no fundo sabe distinguir o passado do presente?
Eu vou lutando, lenta e melancólicamente contra tudo aquilo que um dia eu pensei ser.
"Mas eu só queria que você estivesse aqui"
Pois quando eu estava lutando, quando eu estava tentando sair da lama era o seu sorriso que me movia, era a sua felicidade que eu queria provocar.
Aonde foi você meu amor ? Onde você está ? De onde eu venho ?
Afinal, será que algum dia você existiu, ou tudo não passou de uma ilusão?
Será que foram apenas os olhos de Deus, e o pouco de fé que restava em meu peito que me tiraram de onde eu estava?
Porque eu achava, eu achava mesmo que existia alguém...
Seja como for, Adeus.
A própria nostalgia se misturando a felicidade formando uma espécie de veneno doce, de dor amigável, ou qualquer coisa clichê que soe parecido...
Coitado do homem que acha que pode viver sem ninguém, coitado daquele que vive na escuridão, na solidão e não consegue ver além disso.
"pobre do homem que confia no homem"..
Será apenas uma prisão, ou o começo da liberdade?
O que afinal é a solidão? Será que alguém no fundo sabe distinguir o passado do presente?
Eu vou lutando, lenta e melancólicamente contra tudo aquilo que um dia eu pensei ser.
"Mas eu só queria que você estivesse aqui"
Pois quando eu estava lutando, quando eu estava tentando sair da lama era o seu sorriso que me movia, era a sua felicidade que eu queria provocar.
Aonde foi você meu amor ? Onde você está ? De onde eu venho ?
Afinal, será que algum dia você existiu, ou tudo não passou de uma ilusão?
Será que foram apenas os olhos de Deus, e o pouco de fé que restava em meu peito que me tiraram de onde eu estava?
Porque eu achava, eu achava mesmo que existia alguém...
Seja como for, Adeus.
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