quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A felicidade. (Parte I)

Oração.

De minha boca não sairá palavra amarga,
Nem ferirá como brasa em pele fria
Não será dita como uma marca
Não será mais uma sina.

De meus olhos não cairá lágrima impura,
Nem sorverão os céus de uma tempestade
Não será visto em minha reputação
Qualquer mancha de mediocridade.

Não agitarão o vento os braços feridos,
Pois o sangue que lhe fui está estancado
Pelas palavras do meu Deus querido
Todas as dúvidas terão acabado.

Não habitará meu coração a dor infame,
Mas serei como o sol, Baluarte da luz
Como a última aurora que reluz
Por sobre a terra e todos os homens.

Será doce, como o canto dos anjos
Que se prostrarão ao meu redor
Para ouvir extasiados a oração
De compaixão, jamais Dó.

E o perdão que brota como em tera fértil,
Se multliplicará por todas as almas
Eu farei nascer da estéril
Eu serei a nova alvorada.

Que Deus perdoe minha pequenez,
E todas as feridas que eu ainda sangre
Eu serei a nova lucidez
Na mente e no coração de todos os homens.

Que Deus escute minhas preces,
E as deixe guardadas em seu Pantheon
Para serem eternizadas, como célebres
Súplicas de um homem bom.

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