Eu queria acreditar mais
Eu sou um incrédulo solitário
Apenas um navio no cais
Esperando o próximo naufrágio.
Aqueles que não provam o néctar
Doce e amargo da paixão,
Prostam se ao meu lado e choram
Como quem chora por um irmão.
São fantasmas, bandidos
Que me roubam qualquer esperança
Como os presentes proibidos
Que sempre quis quando criança.
Eu queria ter um sonho,
Que navegaria em todos os mares.
Agora, só aparecem tempestades
E eu permaneço no cais tristonho.
A morte, uma velha amiga
Estende novamento os braços,
Pois a minha vida, lentamente
Afunda como um barco...
Eu espero o naufrágio
De um sonho e nada mais
Apenas, um vago presságio
De futuros dias de paz.
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