Alma solidão.
Eu não sei quem eu sou, eu não sei o que eu sou. Não sei se deveria saber. Não sei de nada, nenhum porque. Eu só sei do meu silêncio, do meu olhar de aço, dos meus braços de inverno, do meu abraço doloroso e fraterno. Eu sei que sou solitário, e nada mais. Eu sei que estou vivo, e nada mais.
Hoje eu sobrevivi mais um dia, mais um árduo e doloroso dia. Conversei com um menino que perdeu o amor pela vida, conversei com um homem que perdeu a luta pelo amor. Conversei comigo mesmo, que já nem sei quem sou.
Sobrevivi a minha família, esses seres estranhos e bizzarramente distantes, quem são eles? Quem são eles que viram eu me transformar em um abismo de frieza e dor e nada fizeram? Quem são esses seres loucos, perdidos em sua própria essência. Porque eles lutam para não me entender, será que é um medo do fundo da alma de saber que eu pareço com eles?
As pessoas tem medo de mim, ou tem medo de si mesmas?
Hoje eu sobrevivi a um dia, um dia de biologia e física. Hoje eu sobrevivi um dia, um dia de dor e angústia. Hoje eu sobrevivi a um dia, entre os milhares que já passei e os milhões que ainda virão. Alma imortal, alma solidão.
Hoje eu me encontrei com antigos fantasmas, que já não me seguem, e pude ver tudo o que se passou. Hoje eu reflecti, hoje eu enfrentei e desiludi uma dor que quis se alojar em meu coração, hoje eu vi a luz se dissipar no cair da noite, como uma criança que cai no sono.
E sobrevivi,
E que Deus me dê forças para continuar enfrentando, que minha fé me alimente ao longo dessa jornada, dessa árdua e prazerosa jornada chamada vida.
Hoje eu descobri que os homens podem amar ideais. Hoje eu descobri que sob a luz da noite, todos os homens são iguais.
Que Deus nos abençoe, e nos perdoe, pois nós não sabemos de nada.
Até setembro, Au revoir.
Nenhum comentário:
Postar um comentário