segunda-feira, 13 de julho de 2009

Relutância.

A ida.

O sol mostra relutante o primeiro sinal de cansaço,
Deixando apenas a tua prole no espaço.
Repartida, refletida em pedaços vazios.
E enquanto correm no meu corpo mil calafrios,
Eu chego a me perguntar se sou louco,
Faltou-se muito, ou muito pouco.

Afinal aonde estamos indo se nós dois,
Não sabemos o que vem depois.
Se não sabemos se à distância
E a relutância.
Nos deixara a sós,
Nos largará em nós
Frouxos nós do destino.

E caminham, separados.
Como se corressem velozmente mil rios congelados,
No teu sorriso, na tua boca distante.
Relutante.
A largar no espaço cruéis bilhetes rasgados,
Eu estou ao seu lado,
Nesse instante.

Cruel. Soturnos versos despidos sem discrepância,
Estou contigo. Mas é colossal essa distância,
Até que seus dedos, como cordas lançadas ao fundo do abismo.
Despertaram meu beijo, e um abraço sísmico.
Tremeu tua pele, teu carinho venceu o universo,
Finalmente estamos pertos, tão imutavelmente perto,
Que o meu peito aberto deixa escapar o último vazio de morte.
Uma lágrima de felicidade por meus olhos corre,
E eu só quero te beijar, como se corressem mil rios inflamados...
De amor. Ao seu lado.
.
Obrigado por ter dito, ainda que do seu jeito incerto e indeciso, que simplesmente me queria por perto.
Eu não ligo pra nada, o que importa é estar perto de você, e quando isso acontece uma mágica assustadora domina o mundo.
Obrigado por fazer minha vida ainda mais feliz, e por dar forças a essa nova poesia que acontece.

-E você, não quer dizer alguma coisa?

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