sábado, 19 de setembro de 2009

Aurora Sublime.

Bem vindos à nova era do aurora sublime, tem os melhores conteúdos do utopia sendo que agora irá mudar um pouco o aspecto textual, sobretudo na qualidade.

Obrigado aos meus antigos e novos leitores.


Que Deus esteja convosco.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

"O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá"

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A felicidade. (Parte I)

Oração.

De minha boca não sairá palavra amarga,
Nem ferirá como brasa em pele fria
Não será dita como uma marca
Não será mais uma sina.

De meus olhos não cairá lágrima impura,
Nem sorverão os céus de uma tempestade
Não será visto em minha reputação
Qualquer mancha de mediocridade.

Não agitarão o vento os braços feridos,
Pois o sangue que lhe fui está estancado
Pelas palavras do meu Deus querido
Todas as dúvidas terão acabado.

Não habitará meu coração a dor infame,
Mas serei como o sol, Baluarte da luz
Como a última aurora que reluz
Por sobre a terra e todos os homens.

Será doce, como o canto dos anjos
Que se prostrarão ao meu redor
Para ouvir extasiados a oração
De compaixão, jamais Dó.

E o perdão que brota como em tera fértil,
Se multliplicará por todas as almas
Eu farei nascer da estéril
Eu serei a nova alvorada.

Que Deus perdoe minha pequenez,
E todas as feridas que eu ainda sangre
Eu serei a nova lucidez
Na mente e no coração de todos os homens.

Que Deus escute minhas preces,
E as deixe guardadas em seu Pantheon
Para serem eternizadas, como célebres
Súplicas de um homem bom.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Dunkenheilt I

Meus sonhos mortos.

Caem desfalecidos e beijam o chão,
Pela lâmina do algoz, o Tempo
Atravessa iluminado, véu da escuridão
No âmago das trevas desfiz o juramento.

Lá se vai ao longe os sonhos mortos,
Para a terra de sereias e magia,
A terra onde eu jamais tocaria
O cemitério da flor de lótus.

A pele alva, paixão e o esquecimento
Com demônios e anjos eu caminhei
Sobre meu ombro o reino do desalento,
Sobre minha cabeça a coroa de rei.

E lá se vão, meus sonhos trucidados,
Onde nenhum ser foi convidado
O cemitério, a dor e a cruz.
O berço d'um mago da luz.

Jaz, como passado diluído em vida,
As minhas amargas ilusões perdidas.
E agora, eu sou um nada
Lobo sem garras, guerreiro sem espada.

Abandono, e sigo para o horizonte
Remadas lentas no mar da morte,
Abandonei a maldição de Caronte
E agora sigo, minha própria sorte.


Você está mais corado, não está?

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Volles Leben II.

Vida Completa

Nesse mundo de falsas modelos
E sorrisos trágicos.
O que poderia ser mais ridículo,
Que a própria existência?

Flores da Decadência,
Que rumo vocês seguem?
O caminho da demência,
E da estupidez que lhes regem!

Falsos anjos,
Ouro manchado de barro
Beleza que afunda no pântano
Elixir divino de catarro.

Senhoras da babaquice,
Rouxinol entorpecida
Anjos decadentes,
Máscaradas, Carcomidas!

Nesse mundo de tantas mágoas,
Nada causaria mais espanto
Que suas formas estáticas,
Sorrisos com gosto de pranto!



O barroco alivia a raiva de qualquer poeta ginasiano.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Dunkle blume.

Quanta estupidez,
esses corpos recorbetos de vaidade.
Meninas matando a própria alma
Em plena flor da idade.

Quanta babaquice,
Todos correndo atrás de Hera.
Enquanto a amada meninice
Fica recoberta de merda.

Quanta morte,
Nessa vida tão desalmada.
A sociedade segue sem rumo
Bala sem testa marcada.

Podridão, egoísmo,
Eu tenho nojo de vocês.
Que vivem meia vida
Nesse pensamento burguês.

Como dizia Gregório,
O tempo imprime em toda flor a sua pisada.
E quando a beleza de vocês estiver esmagada,
Aonde caberá a maldita sensatez?

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Alleine.

Eis que no meio do caminho, um jovem conversa com o mago.
O mago lhe diz, filho, se você for por esse caminho, você sofrerá.
O jovem lhe responde, mas esse é o caminho da minha vida
O mago fica espantado, pois do alto da sua sabedoria, não consegue entender como alguém tão jovem pode ser estúpido ao ponto de cometer aquele erro.
E o jovem segue o caminho, com as pernas cambaleantes e o olhar vazio.
O mago apenas o acompanha, querendo entender o verdadeiro porquê.
E no final do caminho, o jovem coberto de feridas e sangue, sorri para o mago, antes do seu último suspiro.
O mago se espanta,

E o mago percebe que já não sorria a muito tempo.