Dançando sozinho nesse cômodo totalmente escuro,
Com passos marcados de um marca-passos quebrado
Eu estou entorpecido pela arritímia de um cardíaco
Nem as mais escuras trevas parecem ser um luto,
Chega de guerras, sinta o perfume do amoníaco
Enquanto eu atravesso a porta para o outro lado.
Começo a valsar com milhares de espíritos do passado
Uns que insistem em dizer o quão eu estou errado
Outros que cismam em confirmar quando eu estou certo
Uns assistem de longe, outros tão mais perto
Quando me achava só foi que me vi verdadeiramente acompanhado
Daqueles que jamais irão largar o seu fardo.
Pois pode ter certeza de que não haverá nenhuma anestesia,
Essa viajem que fazemos é um poço lacrado por pedras soltas
Somente a força humana não será capaz de levantá-las
Somos dois, eu e tu meu caro. Está pronto para ver as coisas tolas
Que cisma em dizer te haverem marcado? Deixe soar as rimas.
Não deixe o medo travá-lo, vamos bravo bardo barbado!
Não existe na vida maior alegria sem ter se drogado,
Que deixar a mente solta, dar velocidade aos cavalos
Essa fuga da tua mente ofusca a minha permanência
Se não podes ver além da morte, ao menos tenta!
Não existe sequer uma película para te afastares do que tanto busca
Se a tua saída é o mar, mergulha. Se for o céu, flutua.
O que proucuras está além do bater dos sinos da catedral
Teu passado, teu futuro e teu desejo não são um vibrar metálico
Tua solidão é vida enquanto não se permitires ser racional.
Vamos ao além cavalgando nas brumas de nowhere... amém.
Fantástico! Delirante diria, senti uma força incrível nestes versos, algo motivador e libertário que há muito não lia em ninguém ainda vivo rs, é poeta Adonay Henrique, decerto continua a surpreender-me,
ResponderExcluirum cordial abraço amigo!!