quarta-feira, 28 de julho de 2010

Dezoito anos.

Eu nunca fui o melhor em nada,
Acho que eu poderia bem
Cair numa tumba lacrada
E viajar para o além.

Eu não faço a menor falta,
Tampouco quis fazer.
Fui ferro e também navalha
Tratei minha vida com desdém.

Dezoito anos, de sobriedade
Um maldito tédio interrompido
Pelos poucos e raros ruidos
De felicidade, hahahaha.

Não, eu não gosto de viver
Mas eu quero sim, poder
Ver aonde essa merda vai dar.

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