domingo, 18 de julho de 2010

Olhos Mortos.

Olhos Mortos.

Não existe saída para mim,
Eu que quis tanto sonhar
Acabei como um serafim
Sem asas para poder voar.

Não existe qualquer meio,
Que eu possa fazer entender
As cicatrizes no meu peito
Marcas de um eterno anoitecer.

E se vier comigo, eu aviso
Não tenha medo do sofrimento
Quando os seus pensamentos vagos
Quebrarem como vidro.

Amado não posso ser,
Muito menos querido.
Eu sou a própria imagem
Do patético anjo caído.

Eu sou esses clichês,
Vagos e baratos de jornal
Não cabe a mim dizer
Se sou bom, ou mal.

Eu existo porque devo existir,
Alguém deve questionar
E fazer o mundo submergir
Na profunda decadência de um único,
Olhar.

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