sábado, 30 de maio de 2009

Alleine.

Queria que o dia não passasse em branco.


Mas passou.
Enfim,

tem aqui um poeminha bem legal, pra enfeitar o blog.
(é eu sei, eu to numa inércia fudida)

Estupidez de um devaneio.

Sôfrega, eterna dualidade,
Entre a doce imaginação
E o caos da realidade.

Doce, vã, ébrio.
Sorrir no cemitério,
Amar na cidade.

Oh, céus que rasgam em trovas!
Com tuas nuvens cheias de lágrimas
Vem sublimar de meu peito
Esse árido, cálido devaneio.

Oh morte que tarda a cair!
Na primavera de nossa idade
Aonde as rosas desabrocham
[covardes]!

Nefasto, são, suicídios.
Carpir no hospício,
Orar pela eternidade.

Dúvida cala-te.
Abasta-te deste covarde!
Aonde tudo é feito de dor,
Aonde o amor é mera
[Casualidade].


Au revoir.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Alleine...

Larguei os cigarros pela vigésima vez.
Larguei por amor e por insensatez.

Na verdade eu larguei mesmo porque uma mocinha pode querer algo comigo,
e me oferecer abrigo.
Larguei mesmo porque o abrigo pode oferecer uma mocinha,
e querer algo digno.
Larguei o digno porque ofereci uma mocinha,
e me ferir algo insípido.
Larguei o amor porque feri a insensatez, e pedi abrigo pela vigésima vez.
Larguei a vida porque era doce,
Larguei a cor porque era ocre,
Larguei antes sofre,
Larguei antes s
Larguei an
Larg
Lar
L.







-
A questão do suicídio
A eterna dualidade
Continuar no hospício?
Ou buscar a eternidade....



-


Portões pretos, salas fechadas, gente fria.
Gente fechada, salas pretas, portões frios.
Ah, o vazio,
Amem o vazio!
AMEM O VAZIO!
E vida a nossa indiferença.
Essa é pra você, caos.



Au revoir.

domingo, 24 de maio de 2009

Alleine, Alleine...

Lolita, ou Poema da praça.

(Livremente inspirado em Vladimir Nabokov)

Sua lascívia sólida como uma corrente enferrujada,
Destila em instantes seu cheiro ocre e vil
Viril, Tão viril monstro se entrega à dança.
Fuzila o corpo seminu, reluzente criança;
Projéteis de loucuras já tão refreadas
Disfarçando do mundo seu pecado estéril.

A castidade dançante entre mundos,
Colore com teus seios a loucura errante
Disfarçado atrás do homem alto e sedutor.
Embriagado com uma flor de perfume distante,
O monstro sutil, tacitamente entregue ao amor.

O objeto de desejo tão puro e delicado,
Que quase distorce por completo o pecado
O sentimento atroz, de uma precoce alterada;
Tão paradoxalmente delicada e sedutora
Acalma e acende a demoníaca maquinadora
Para sorver em um instante, veneno negado.

Não fosse o contraste castanhos,
Como esferas tuas, de sonhos.
Brotando em tua pele, delicada pintura.
O que seria uma loucura delirante,
O cheiro do corpo macio e auspicioso,
E eu. Monstruoso passante.

Direitos Reservados.


Reservo-me também ao direito de, fora dos poemas, usar linguagem barata.
Au Revoir.

Alleine...

Sigo claudicamente na leitura de minha amada Lolita, permitam que eu a tome por minha pois acompanhou-me durante as últimas horas.
Faz tempo não me sinto entorpecido por uma leitura romântica... e a genialidade deste russo tão memorável fez com que eu entrasse em um outro mundo, um mundo puramente excêntrico e horrivelmente real, fazendo com que eu questionasse pensamentos adormecidos na minha psique já faz um bom tempo.


Eis um simples texto de ponta de faca, esmurrado de minha inspiração e aqui esposto, visceralmente, num domingo agradabilíssimo.

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A vida nada mais é que uma batalha, um eterno conflito de paz aonde o espírito nada mais é, que senão um pobre escravo das emoções dos devaneios Humanos.
Quando se é jovem, desafiar a vida, essa chama intrépida e voluptuosa, torna-se um hábito, dispondo-se a apagar por um descuido qualquer de nossa efemeridade.

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Mais tarde vem coisa melhor, porquanto é só... assim que providenciar uma garrafa de vinho, e o clima amenizar, eu volto a postar.


Au Revoir.

sábado, 23 de maio de 2009

Alleine...

Meios de comuniação, dezenas. Fale o quanto quiser, diga sempre o que puder, pois nós somos medidos pelas nossas palavras.
Afinal, é o seculo do conhecimento... aonde milhares falam e alguns poucos escutam, aonde a atenção é um bem raro, e muitíssimo proucurado.
O que faço eu aqui ? Sinceramente não tenho muita idéia, mas existe a probabilidade, ainda que pequena e insensata, de que prestem atenção no que digo... e isso faça alguma diferença.