quarta-feira, 28 de julho de 2010

Burn Your Eyes.

Vadia sistêmica.



Advinhe quem você é?
Outro buraco no caminho
Uma pedra para tropeçar,
Um tombo pequenininho.

Advinhe quem você é?
Apenas uma dessas iguais
Apenas mais um lixo social
Uma daquelas bem banais.

Advinhe quem você é?
Uma burguesinha imbecil,
Que puxa o seu baseado
Para levar tiro de fuzil.

Eu preferia, muito
Você morta.
Se não fosse ocupar
Espaço no cemitério lotado
De outras, idiotas
Iguais do seu lado.

domingo, 18 de julho de 2010

Olhos Mortos.

Olhos Mortos.

Não existe saída para mim,
Eu que quis tanto sonhar
Acabei como um serafim
Sem asas para poder voar.

Não existe qualquer meio,
Que eu possa fazer entender
As cicatrizes no meu peito
Marcas de um eterno anoitecer.

E se vier comigo, eu aviso
Não tenha medo do sofrimento
Quando os seus pensamentos vagos
Quebrarem como vidro.

Amado não posso ser,
Muito menos querido.
Eu sou a própria imagem
Do patético anjo caído.

Eu sou esses clichês,
Vagos e baratos de jornal
Não cabe a mim dizer
Se sou bom, ou mal.

Eu existo porque devo existir,
Alguém deve questionar
E fazer o mundo submergir
Na profunda decadência de um único,
Olhar.

sábado, 3 de julho de 2010

Dúvidas.

O que mede um amor,
É o tempo que ele dura?
Acho que é impossível dizer
O que é eterno ou não,
Durável ou não.

Talvez seja a intensidade,
Se for assim mil amores eu vivi.
Mas se tivesse vivido,
Tal vazio aqui não existiria.

Afinal, o que é o amor
Será que ele existe?
Não sei, nunca saberei.
Apenas vamos viver
Cada segundo de nossas vidas
E deixar as respostas para uma próxima,
Quem sabe.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Quem sabe medir o fogo das paixões...
Quem pode medir o tamanho dos sonhos
Quem pode saber o quanto vale uma vida.


Estranho,


Pois passamos a vida toda tentando medir tudo, tentando encaixar tudo perfeitamente mesmo sabendo que isso é impossível, seja buscando uma felicidade, paz ou até mesmo reconhecimento.
Eu, felizmente... Vou provar que isso é impossível.
Afinal, as coisas que mais nos afetam
São as impossíveis de serem medidas.


Let's put some fire on the circus.

sábado, 23 de janeiro de 2010

O que se é preciso?

Heresia.

Permaneço estático, atento
Nessa doce queda que é a vida,
Menina, se soubesses
Que amar não pode, o vento.

Seria um acaso,
Eu lhe entrego em pedaços
O que restou dos nossos erros.

Seria um descaso,
Eu me mostro um retalho
Da colcha dos meus medos.

Não vejo, não como, não digo.
Nada mais pode ser digerido
A verdade incólume permanece inalterada,
Até a hora de ser excretada.

Sempre sozinho, sou
Sempre sozinho eu sou
Sempre sou sozinho, eu sei
Q'adianta ser Rei
De um reino vazio?

A coroa vira uma piada,
Fantástica piada
Que permacerá inalterada
Até a hora de todos darmos risada.




Hahahhahahahahha.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Aurora Sublime.

Um novo amanhecer
Escondido atrás de cada palavra
A solidão passa a não ter,
Aquela mesma importância.

Todo um homem perdido,
Ilusões, medos e amigos.
Por trás de uma aurora sublime
Eu vejo o mundo girar.

Gire comigo,
Rode, dance ou esqueça.
Eu já não ligo
Pode ir, sou forte.
A solidão e o nada
São compania.

Toda uma vida,
Curta e interrompida.
Por lâmpejos de escuridão.
Sigo a rota esculpida
por minhas próprias mãos.

Por trás de uma aurora sublime,
Cego de luz, proucuro uma calma
Que simplesmente não existe.
Eu vejo o mundo, que persiste
Em refazer a mesma jornada.

Cada palavra, um ruído
Eu vejo uma vida abandonada
Ter novamente um sentido
Vêm comigo, Ah,
Eu já não ligo.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Naufrágio.

Eu queria acreditar mais
Eu sou um incrédulo solitário
Apenas um navio no cais
Esperando o próximo naufrágio.

Aqueles que não provam o néctar
Doce e amargo da paixão,
Prostam se ao meu lado e choram
Como quem chora por um irmão.

São fantasmas, bandidos
Que me roubam qualquer esperança
Como os presentes proibidos
Que sempre quis quando criança.

Eu queria ter um sonho,
Que navegaria em todos os mares.
Agora, só aparecem tempestades
E eu permaneço no cais tristonho.

A morte, uma velha amiga
Estende novamento os braços,
Pois a minha vida, lentamente
Afunda como um barco...

Eu espero o naufrágio
De um sonho e nada mais
Apenas, um vago presságio
De futuros dias de paz.